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Polícia Federal anuncia novas delegacias no interior do Amazonas para combater facções e tráfico de drogas

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A Polícia Federal (PF) anunciou a criação de duas novas delegacias no interior do Amazonas, nos municípios de Tefé e Humaitá. As unidades devem começar a funcionar em agosto, com foco no combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais e atuação de facções criminosas.

Segundo a PF, as novas estruturas foram definidas a partir de análises de inteligência que apontaram os municípios como áreas estratégicas para o enfrentamento ao crime organizado na Amazônia.

Segundo o delegado Renato Madsen Arruda, coordenador-geral de Proteção da Amazônia, do Meio Ambiente e do Patrimônio Histórico e Cultural, as áreas enfrentam desafios diferentes.

Em Humaitá, a atuação da nova unidade será voltada principalmente ao combate aos crimes ambientais. A região sofre pressão com o avanço da fronteira agrícola, aumento do desmatamento e obras de infraestrutura, como a pavimentação da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus.

“Principalmente pelo arco de desmatamento e pelo avanço da atividade agropecuária na região amazônica, onde já observamos o avanço dessa área próximo à Transamazônica. Agora, com a pavimentação da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, há uma tendência de aumento da pressão sobre os recursos naturais daquela região. Então, onde já tínhamos uma atenção especial e realizávamos várias operações, percebemos a necessidade de fixar uma equipe especializada na área de meio ambiente”, disse a autoridade policial.

Já em Tefé, a nova delegacia terá como prioridade o combate ao narcotráfico e a proteção de comunidades tradicionais. O município é considerado uma rota usada pelo tráfico de drogas que segue pelos rios da região em direção a grandes centros.

“Tefé, por outro lado, já é uma região onde a Polícia Federal tem uma atenção muito grande, principalmente por ser uma rota de tráfico de drogas no Brasil, com circulação pelo rio em direção aos grandes centros. Percebemos que era necessário estar mais presentes, principalmente porque esse tráfico de drogas tem atingido comunidades indígenas, algumas vezes em situação de vulnerabilidade. Então, a presença do Estado na região vai deixar essas comunidades mais protegidas”, completou.

Até a última atualização desta reportagem, Tefé e Humaitá já contam com equipes temporárias ou postos avançados da PF. A partir de agosto, os locais terão equipes fixas e delegacias estruturadas.

Parte dos agentes que vão atuar nas novas unidades está em fase final do curso de formação da instituição. A expectativa é que a presença permanente da PF aumente a capacidade de investigação e agilize as respostas em áreas consideradas vulneráveis.

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