Promessas
Tanta força política pra que? Eirunepé sem voos e sem soluções, que família estaria lucrando com essa desgraça?
Mais de um ano se passou e Eirunepé continua enfrentando dificuldades que parecem não ter fim quando o assunto é transporte aéreo. Enquanto outras cidades avançam, moradores, comerciantes e passageiros seguem convivendo com poucas opções de voos, passagens caras e enormes dificuldades para transportar mercadorias.
A pergunta que ecoa pelas ruas é simples, cadê a vontade de resolver o problema?
A cidade possui prefeita, vereadores, deputados estaduais e federais aliados, senadores parceiros e lideranças políticas que aparecem em períodos eleitorais prometendo lutar por Eirunepé. Mas, na prática, o que mudou?
Hoje, apenas algumas empresas como a DUGOMES e DECOLANDO, atendem a rota, enquanto nomes como Azul, Gol, Latam, Rico táxi Aéreo, Ortiz táxi Aéreo e outras operações aéreas continuam fora da realidade dos moradores. A população quer saber por quê.
Outro questionamento frequente envolve a infraestrutura do aeroporto. Há quem pergunte por que ainda não foram tomadas medidas consideradas básicas para permitir avanços operacionais, como melhorias estruturais e soluções definitivas para problemas apontados há meses. Se a presença de animais na área é um obstáculo, por que isso ainda não foi resolvido? O que falta?
Enquanto isso, comerciantes seguem sofrendo para receber mercadorias. Muitas cargas precisam fazer verdadeiras voltas pelo Amazonas antes de chegar ao destino final. O custo aumenta, o prazo aumenta e quem paga a conta é a população.
Nas redes sociais e nas conversas do dia a dia, também surgem questionamentos sobre quem estaria sendo beneficiado pela atual situação. Moradores observam que, diante das dificuldades do transporte aéreo, o transporte fluvial como balsas e barcos, acaba assumindo papel cada vez mais importante. São perguntas que circulam entre a população e que reforçam a necessidade de respostas claras das autoridades.
O fato é que Eirunepé não pode continuar vivendo apenas de promessas. O povo já ouviu discursos, já ouviu explicações e já ouviu garantias de que o problema seria resolvido. E agora quer resultados.
Porque cidade isolada não cresce. Comércio isolado não prospera. E um povo isolado não pode ficar esperando indefinidamente enquanto as soluções continuam apenas no papel. Outra pergunta, será que esse problema está sendo lucrativo pra alguma família do segmento fluvial ganhar com isso?