Veja o Vídeo

Empresários contestam apreensão de drogas dentro do comércio em Eirunepé, sindicância da PMAM rebate acusações e apontam manipulação de vídeo

Publicado

em

Um vídeo que circula nas redes sociais em Eirunepé na última segunda-feira (22/06), voltou a gerar debates sobre uma operação policial realizada em janeiro deste ano. Nas imagens divulgadas, empresários presos durante a ação contestam a apreensão de drogas feita pela Polícia Militar e alegam que o entorpecente apresentado na ocorrência teria sido implantado por policiais durante as buscas em um estabelecimento comercial.

Segundo os empresários informaram ao Portal Eirunepé Notícias, as imagens do circuito interno de segurança do comércio, mostrariam supostas irregularidades na atuação da equipe policial. Eles afirmam que os agentes teriam se dirigido diretamente ao local onde a droga foi posteriormente encontrada e apontam ainda semelhanças entre o material apreendido na ocorrência e drogas apresentadas em outras operações policiais realizadas no município.

VÍDEO ⬇️

As alegações motivaram uma denúncia junto ao Ministério Público do Amazonas, registrada sob o nº 186.2026.000010, apresentada por Natilo Cesar Brandão da Silva e Leiliane da Silva. O documento cita supostos ilícitos praticados pelos policiais militares cabo Aldo e cabo Laerton durante a operação.

Diante da repercussão do caso, o então comandante da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (1ª CIPM), capitão Júnior Silva, na época instaurou uma sindicância investigativa por meio da Portaria nº 041/2026, de 15 de abril de 2026. O procedimento foi conduzido pelo subtenente Cerquinho, responsável por apurar os fatos e analisar os materiais apresentados pelas partes envolvidas.

De acordo com a versão apresentada na sindicância, a ocorrência aconteceu no dia 17 de janeiro de 2026, por volta das 12h02. Durante a ação policial, um funcionário do estabelecimento teria sido encontrado de posse de uma arma de fogo. Nas buscas realizadas no local, os policiais afirmam ter localizado uma porção de substância entorpecente. Conforme o relatório, o proprietário do comércio também entregou um simulacro de arma de fogo.

Ainda segundo a apuração, foi dada voz de prisão aos envolvidos, que foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil juntamente com o material apreendido, incluindo a substância entorpecente, o simulacro e a quantia de R$ 580 em dinheiro.

A sindicância destaca ainda que o delegado que era titular da 7°DIP de Eirunepé, Yezuz Pupo, possui o vídeo original do sistema de monitoramento do estabelecimento comercial, material que foi apresentado durante os procedimentos realizados na delegacia.

Ao concluir a investigação administrativa, a Polícia Militar entendeu que o vídeo atualmente compartilhado nas redes sociais não corresponde integralmente às imagens originais. Conforme consta no relatório, o material divulgado seria uma montagem produzida a partir de recortes de gravações, criando uma narrativa diferente daquela registrada nos documentos oficiais da ocorrência.

O relatório também afirma que os responsáveis pela produção e divulgação do vídeo já teriam sido identificados e que novas medidas judiciais vão ser adotadas. A corporação sustenta que as acusações divulgadas nas redes sociais atingem a honra dos policiais envolvidos e do então ex-comandante da unidade.

O caso segue repercutindo no município e continua sob análise das autoridades competentes.

Leia mais