Política
Agora acabou!! Grupo político de Raylan Barroso chega ao fim após derrota nas eleições de 2024 em Eirunepé
O grupo político liderado por Raylan Barroso, ex-prefeito de Eirunepé, oficialmente já não existe mais. Desde a sua derrota nas eleições municipais de 6 de outubro de 2024, Raylan se afastou completamente da vida pública e, segundo relatos de pessoas próximas, abandonou seus aliados e correligionários. A eleição marcou o fim de uma era política no município.
Raylan não dá mais notícias
Após a derrota, Raylan não deu mais declarações públicas nem participou de eventos políticos na cidade. Segundo relatos de antigos aliados, até o contato pessoal desapareceu: “Ele nem telefona mais pra gente”, lamentam pessoas que se diziam muito próximas a ele. Antes, era comum receberem ligações e mensagens, mas hoje Raylan se mantém distante e silencioso.
Embora existam rumores de que ele pretenda disputar uma vaga como deputado estadual em futuras eleições, o ex-prefeito não tem se movimentado publicamente nesse sentido. “Acredito que ele não está nem aí mais para o grupo político dele, pelo menos eu já tô indo pro lado do Campelo”, afirma um ex-aliado que preferiu não se identificar.
Grupo fragmentado e migração para a atual gestão
Sem mandato e sem articulação política, Raylan também não possui estrutura para ajudar seus antigos companheiros, muitos dos quais perderam cargos e influência após sua saída da prefeitura. O grupo que o acompanhava nas últimas campanhas, portanto, se fragmentou rapidamente e hoje busca novos caminhos.
Alguns ex-aliados já começaram a migrar para o lado da atual gestão municipal, um movimento que muitos consideram natural, já que a administração atual concentra o poder e os recursos. “Com razão, estão indo para onde há possibilidade de trabalho e articulação”, comenta um ex-aliado.
Oposição enfraquecida
O enfraquecimento desse grupo político também expõe outro cenário: a falta de uma oposição consolidada em Eirunepé. A atual gestão governa praticamente sem adversários políticos. Entre as poucas manifestações opositoras, destaca-se o ex-secretário de Obras Anderson o “Som”, candidato derrotado nas eleições de 2024, que eventualmente publica vídeos criticando a administração.
Contudo, a tentativa de Anderson de se reposicionar como figura pública e influenciador digital não tem sido bem recebida pela população. Muitos consideram suas críticas oportunistas, lembrando que ele só disputou a eleição por indicação de Raylan e que, enquanto esteve à frente da Secretaria de Obras, pouco e nada fez em benefício da cidade. “Nunca foi uma pessoa do povo e agora que vir de justiceiro da democracia, é muita cara de pau viu.”, dizem internautas. Agora, ao se lançar como digital influencer, enfrenta rejeição e críticas.
Um cenário político esvaziado
O vácuo político deixado pelo fim do grupo de Raylan, aliado ao desgaste de ex-integrantes que tentam se manter em evidência, cria um ambiente de estabilidade para a atual administração, mas também alimenta insatisfações. Parte dessas reclamações vem, possivelmente, de ex-funcionários que perderam seus empregos com a troca de gestão, bem como de uma parcela da população descontente com questões não resolvidas pela administração municipal.
Em resumo, Eirunepé vive um momento político singular: sem oposição efetiva, com antigos grupos desfeitos e com a população assistindo de forma crítica às movimentações daqueles que antes comandavam a cidade, mas que hoje parecem ter perdido espaço, voz e credibilidade. Agora o olhar crítico está para a atual gestão.