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Presos quebram celas e tentam fuga em delegacia de Eirunepé, mas Polícia Civil impede
Um princípio de rebelião foi registrado nesta quarta-feira (18/03) na delegacia de Eirunepé, em um episódio que evidencia a precariedade estrutural e a sobrecarga enfrentada pela Polícia Civil no município.
De acordo com informações, a Polícia Civil vem exercendo, na prática, uma função que, pela Constituição, é atribuída à Polícia Penal: a custódia de presos. A carência de efetivo e a falta de estrutura adequada acabaram contribuindo para o cenário de tensão registrado hoje.
Ainda segundo relatos repassadas ao Portal Eirunepé Notícias, detentos iniciaram uma tentativa de fuga, chegando a quebrar grades das celas que são antigas e necessitam de reparos urgentes. A situação rapidamente evoluiu para um princípio de rebelião dentro da unidade.
Após intenso trabalho, os policiais civis conseguiram conter a ação. Os presos foram dominados e conduzidos para um espaço separado dentro da própria delegacia, evitando que a situação tomasse proporções ainda maiores.
Durante o ocorrido, diversas celas foram danificadas, assim como paredes e cadeados, evidenciando mais uma vez a fragilidade da estrutura física do local.

Após a contenção, os agentes realizaram revistas nas celas e encontraram diversos materiais proibidos dentro da carceragem, como carregadores de celular, giletes, mochilas, cadeiras de metal, entre outros objetos.
Com o controle da situação, os ânimos foram acalmados e algumas celas chegaram a ser reparadas de forma emergencial. No entanto, permanece a preocupação com as condições da delegacia, que não é considerada adequada para a manutenção de presos, como vem ocorrendo atualmente.
A própria Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil veda expressamente a permanência de presos em delegacias, o que reforça a gravidade da situação vivida em Eirunepé, que, até o momento, não tem previsão de solução.
Apesar do momento de tensão, nenhum preso conseguiu fugir. Todos permanecem sob custódia e com suas integridades físicas preservadas, graças à atuação dos policiais civis, sob coordenação dos delegados Dr. Yezuz Pupo e Dr. Ramon Improta, da 7ª DIP.