Ajuda Federal

Cortes de voos isolam Eirunepé e outros municípios do Amazonas e senador aciona governo federal para reverter situação

Publicado

em

A redução de voos em todo o país já começa a refletir de forma dura no interior do Amazonas e em Eirunepé, a situação acende um alerta preocupante. Com a suspensão de milhares de operações aéreas no Brasil, o estado lidera a queda na oferta de assentos, registrando uma redução de 17,5%, o que atinge em cheio municípios que dependem quase exclusivamente do transporte aéreo.

Em Eirunepé, onde a distância e as dificuldades logísticas já fazem parte da rotina, a diminuição ou cancelamento de rotas representa mais do que um transtorno, é um retrocesso no acesso à saúde, ao comércio e até à mobilidade básica da população. Para muitos moradores, viajar de avião não é luxo é necessidade.

A crise se agravou após a decisão da Azul Linhas Aéreas de retirar voos de rotas consideradas menos rentáveis, afetando diretamente cidades do interior amazonense. O aumento do preço do combustível de aviação e a alta do dólar também têm pesado no custo das operações, contribuindo para o enxugamento das rotas.

Diante desse cenário, lideranças políticas reagiram. O senador Eduardo Braga afirmou que já acionou o governo federal em busca de soluções urgentes. Segundo ele, há diálogo em andamento com o Ministério de Portos e Aeroportos e com a Secretaria Nacional de Aviação Civil para tentar reverter o quadro.

O deputado estadual João Luiz também se posicionou, cobrando medidas que evitem o que classificou como abandono da aviação regional, especialmente em locais onde o isolamento pode trazer consequências graves para a população.

Entre as alternativas discutidas está a adoção de políticas mais flexíveis, como o modelo de “céus abertos”, que pode facilitar a entrada de novas companhias aéreas e aumentar a concorrência, criando possibilidades de retomada das rotas.

Enquanto soluções não chegam, Eirunepé volta a sentir na pele o peso da distância e a preocupação cresce entre moradores que dependem do céu para continuar conectados com o resto do país.

Leia mais