Família pede justiça
Pais denunciam suposta negligência médica após morte de bebê de 5 meses em Envira-AM “Queremos Justiça”
Um caso que vem causando forte comoção em Envira, no interior do Amazonas, envolve a morte do bebê Kemuel dos Santos Rodrigues, de apenas 5 meses de idade. Os pais denunciam uma suposta negligência médica durante os atendimentos realizados no Hospital Regional de Envira Evaristo Rates e afirmam que, se o problema tivesse sido identificado logo no início, a criança poderia ter sido salva.
Documentos registrados na Polícia Civil e encaminhados ao Portal Eirunepé Notícias apontam detalhes do drama vivido pela família entre os dias 4 e 7 de fevereiro de 2026. Segundo o depoimento do pai da criança, Joel Ferreira Rodrigues, registrado no 66º Distrito Integrado de Polícia de Envira, o bebê apresentava febre, sintomas gripais e dificuldades respiratórias.
Ainda conforme o relato, ao procurar atendimento médico no hospital, a criança teria sido consultada pelo médico Antônio Adinan Silva da Silveira. O pai afirma que o profissional teria realizado apenas uma avaliação superficial, pedindo apenas para levantar a blusa do bebê, sem utilizar estetoscópio para verificar os pulmões ou a respiração da criança.
O documento relata ainda que, ao questionar se o bebê não receberia medicamentos, o pai ouviu do médico a seguinte resposta: “É o seu primeiro filho?”. Após responder que sim, o médico teria dito que entendia a preocupação dos pais, mas que se tratava apenas de um resfriado.
Mesmo com a piora do quadro clínico, a família retornou ao hospital dias depois e afirma que novamente não foram solicitados exames como raio-x nem feita uma avaliação mais aprofundada. Segundo o depoimento, o médico teria prescrito apenas medicações para serem administradas em casa e liberado novamente a criança.
Desesperados com a falta de melhora, os pais decidiram procurar atendimento particular no dia 7 de fevereiro. O bebê foi levado ao médico Dr. Renato de Gasperi, que, conforme o depoimento registrado, demonstrou preocupação imediata com o estado da criança e solicitou urgência na internação e realização de raio-x.

Após os exames, foi constatado que o pulmão esquerdo do bebê estava gravemente comprometido, com repercussão também no pulmão direito. Diante da gravidade, foi solicitado resgate aéreo para transferência da criança a uma unidade com maior suporte médico.
Entretanto, antes mesmo da chegada da aeronave, o bebê não resistiu e morreu na noite do dia 7 de fevereiro de 2026, por volta das 23h.
Segundo o pai, após a morte da criança, ele conversou com os médicos que acompanharam o caso posteriormente e ouviu que haveria mais chances de salvar o bebê caso a pneumonia tivesse sido identificada logo nos primeiros atendimentos.
O depoimento registrado na Polícia Civil também revela o profundo abalo emocional vivido pela família. A mãe da criança, segundo Joel, ficou extremamente afetada psicologicamente após a perda do filho, apresentando sinais de depressão.
O caso segue gerando revolta entre moradores de Envira e reacende discussões sobre a qualidade do atendimento médico em municípios do interior do Amazonas, onde muitas famílias relatam dificuldades no acesso a diagnósticos rápidos, exames e atendimento especializado.
A reportagem do Portal Eirunepé Notícias, reforça que o espaço segue aberto para manifestação da direção do hospital e do médico citado no depoimento.