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“Quando o filho erra, quem mais sofre é a mãe”: Familiares se revoltam após a notícia das transferências de presos de Eirunepé para Manaus

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Após o Ministério Público solicitar e a Justiça autorizar a transferência de cerca de 60 presos de Eirunepé para unidades prisionais de Manaus, a situação em frente à delegacia do município ficou marcada por forte emoção, revolta e desespero de familiares.

Na manhã desta quarta-feira (13/05), mães e parentes dos detentos se reuniram em frente à delegacia pedindo para que os presos não sejam levados para a capital amazonense. Em vídeos que circulam nas redes sociais, uma mãe aparece chorando e implorando para que o filho permaneça em Eirunepé, onde a família ainda consegue acompanhar de perto a situação.

A transferência teria sido autorizada diante da falta de estrutura da delegacia de Eirunepé, que há muito tempo enfrenta problemas relacionados à superlotação e dificuldades para manter presos por longos períodos. Segundo informações, em Manaus os detentos poderiam cumprir pena em unidades com maior estrutura e mais segurança.

Mas o caso acabou dividindo opiniões e levantando um debate delicado na cidade.

Isso porque muitos familiares já haviam denunciado anteriormente as dificuldades enfrentadas pelos presos dentro da delegacia local, reclamando da estrutura precária e das condições enfrentadas pelos detentos. Agora, com a possibilidade de transferência para Manaus, o medo da distância, da saudade e da dificuldade de visitas fez surgir uma nova onda de sofrimento entre as famílias.

Para muitas mães, o maior temor é perder completamente o contato com os filhos, já que a distância entre Eirunepé e Manaus torna viagens extremamente difíceis devido ao alto custo das passagens e das despesas.

A cena de mães chorando em frente à delegacia acabou comovendo parte da população e mostrou mais uma vez uma realidade dolorosa, quando um filho entra para o caminho do crime, muitas vezes quem carrega o maior peso da dor é a própria família.

Enquanto isso, a população acompanha atentamente os próximos passos da Justiça e das forças de segurança sobre a possível transferência dos detentos.

Responsabilidade da Polícia Cívil??

Mesmo sem a responsabilidade direta de administrar um sistema penitenciário já que delegacia não foi feita para funcionar como presídio permanente, os policiais têm procurado fazer o possível para garantir segurança e assistência aos detentos. Em diversas situações, presos chegaram a ser levados para hospital e postos de saúde quando precisaram de atendimento médico. A realidade, porém, é que a estrutura da delegacia é limitada. Ainda assim, familiares frequentemente fazem cobranças e exigências por melhores condições para os presos.

Na última semana um vídeo chegou a mostrar, detentos com acesso até mesmo a celulares e outras facilidades dentro das celas. Agora, a transferência para presídios da capital surge justamente como uma tentativa de oferecer uma estrutura mais adequada. Diferente de uma delegacia, unidades prisionais contam com acompanhamento médico, banho de sol, atividades esportivas, programas de ressocialização e cursos profissionalizantes, oferecendo condições mais preparadas para o cumprimento da pena.

Mesmo em meio à dor das famílias, autoridades entendem que a mudança pode representar mais segurança e melhores condições tanto para os presos quanto para o próprio sistema local.

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