Reformas urgentes...
Desvio de função: Policiais Civis viram Policiais Penais, por abandono do Estado em Eirunepé-Am
Em Eirunepé, a segurança pública enfrenta um problema antigo, grave e cada vez mais perigoso, a ausência de um presídio adequado. Na prática, o município não possui uma unidade prisional estruturada. O que existe hoje é a carceragem da 7ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), que vem sendo utilizada como cadeia pública, uma função para a qual nunca foi projetada.
• A situação é considerada irregular e preocupante.
A delegacia, que deveria servir apenas para registros de ocorrência e investigações, passa a abrigar presos provisórios e até condenados. Com isso, o espaço acabou se tornando pequeno diante da demanda, gerando superlotação e aumentando o risco de fugas, rebeliões e conflitos internos, como foi o caso da última quarta-feira (18/03).
Policiais civis, que deveriam estar nas ruas investigando crimes, acabam exercendo função de policiais penais, assumindo uma responsabilidade que, por lei, não é deles. O resultado é um sistema sobrecarregado, onde todos perdem, os policiais, os detentos e principalmente a população.
• O problema não é novo.
Órgãos como o Ministério Público do Estado do Amazonas já apontaram diversas vezes as condições precárias do local e cobraram providências urgentes, como a construção de uma cadeia pública e de uma unidade prisional definitiva no município, mais mesmo com decisões judiciais e recomendações formais, pouca coisa mudou na prática.
Enquanto isso, o cenário segue o mesmo, celas improvisadas, estrutura limitada e um clima constante de tensão.
Episódios recentes, como tentativas de fuga e movimentações suspeitas dentro da delegacia, mostram que a situação está longe de ser controlada. Pelo contrário, indicam que o sistema pode entrar em colapso a qualquer momento.
• A pergunta que fica é simples e urgente! Até quando Eirunepé vai funcionar sem um presídio de verdade?
Porque enquanto o problema for tratado como algo normal, o risco só aumenta. E quando estourar, não vai atingir só quem está atrás das grades vai atingir toda a cidade.
E então será que alguém pode ajudar?