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Indignação: Eirunepeense assassinado em Manaus e DEHS não apresenta resultados, nem ninguém é preso

A dor e a indignação ainda tomam conta de amigos e familiares de Gerley Martins da Silva, de 39 anos, natural de Eirunepé, que foi brutalmente assassinado a tiros no último dia 2 de julho, na Zona Oeste de Manaus. Passados quatro dias do crime, o caso segue sem qualquer resposta concreta por parte da polícia, e a comunidade eirunepeense cobra justiça.

Gerley era maquinista em um estaleiro da capital amazonense e havia deixado Eirunepé há pouco mais de dois anos, em busca de melhores oportunidades para sustentar sua família. Segundo relatos do gerente da empresa em que ele trabalhava, o eirunepeense havia encerrado seu expediente normalmente e estava tentando solicitar um carro por aplicativo para voltar para casa. Enquanto esperava a tarifa diminuir de R$ 25 para R$ 21, ele se despediu dos colegas com tranquilidade e caminhou até o início da rua asfaltada com o celular nas mãos.

Foi nesse momento que o crime ocorreu. Um homem armado se aproximou repentinamente e disparou contra Gerley, que caiu próximo a uma área de mata. O criminoso fugiu levando o celular e outros pertences da vítima. A cena do crime foi isolada, e a perícia confirmou que houve um roubo. O corpo foi reconhecido horas depois por um dos irmãos da vítima, que chegou ao local em estado de choque.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu as investigações e inicialmente apura o caso como possível latrocínio (roubo seguido de morte). No entanto, até o momento, nenhuma linha concreta de investigação foi divulgada e nenhum suspeito foi preso. O silêncio das autoridades causa revolta e apreensão entre os familiares e amigos da vítima, que esperam uma resposta urgente do Estado.

A morte de Gerley causou grande comoção, principalmente entre seus colegas de trabalho e conterrâneos de Eirunepé. Muitos o descrevem como um homem trabalhador, tranquilo e sem envolvimento com qualquer tipo de confusão. “Ele saiu da nossa terra para buscar uma vida melhor, e acabou encontrando a morte de forma covarde. Isso não pode ficar impune”, disse um amigo próximo da família.

A população cobra das autoridades policiais mais empenho na elucidação do crime. Nas redes sociais, a indignação também se espalha: muitos exigem justiça para Gerley e pedem ações concretas contra a crescente violência em Manaus, que tem atingido, inclusive, trabalhadores honestos e inocentes como o eirunepeense.

Enquanto a investigação segue sem avanços divulgados, a dor da família permanece sem consolo. Gerley deixa esposa, filhos e irmãos, além de uma cidade inteira de luto e clamando por justiça.

O Eirunepé Notícias seguirá acompanhando o caso e exigindo que as autoridades se posicionem diante deste crime bárbaro. A vida de um trabalhador não pode ser tratada com descaso.

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