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Para evitar apagão na seca, Aneel antecipa R$ 308 milhões para empresas no interior do Amazonas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a liberação antecipada de R$ 308,4 milhões para produtores independentes de energia instalados no interior do Amazonas.

A iniciativa visa garantir a aquisição de combustível para o funcionamento de usinas termelétricas, em uma ação preventiva contra os impactos do fenômeno El Niño e a severa vazante dos rios.

O montante sai da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), um fundo setorial arrecadado de forma rateada nas contas de luz de todos os brasileiros, com o objetivo exclusivo de subsidiar a geração em sistemas isolados que não estão interligados ao sistema elétrico nacional.

A liberação da verba será executada pela Câmara Comercializadora de Energia Elétrica (CCEE). As empresas que receberão o repasse para montar os estoques são a Aggreko, a Powertech e a Oliveira Energia.

Com a descida acelerada do nível das águas, a logística de distribuição de óleo diesel por meio do transporte fluvial torna-se um desafio crítico.

A antecipação busca, portanto, viabilizar o armazenamento adequado de insumos, permitindo que as empresas formem estoques antes que a navegação seja totalmente interrompida em trechos assoreados.

Segundo o diretor da Aneel responsável por avaliar o tema, a operação tem caráter puramente financeiro.

Trata-se de um deslocamento temporal do fluxo de caixa e não representa um custo novo ou aumento tarifário para os cidadãos, uma vez que o combustível consumido por essas usinas já seria obrigatoriamente reembolsado pela CCC ao longo do ano.

Na prática, a medida protege o próprio fundo contra gastos extras.

Contra risco de apagão
Comprar e transportar os insumos pelo interior do estado agora, durante a janela de navegabilidade, apresenta um custo substancialmente inferior do que tentar realizar operações logísticas de resgate no auge da vazante amazônica.

Sem essa preparação, dezenas de municípios amazonenses correriam o risco de enfrentar apagões e racionamento de energia durante a estiagem extrema.

Foto: Ricardo Botelho/MME

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