Após grande repercussão nas redes sociais sobre a retirada de três cães da residência de uma moradora no bairro Aparecida, a Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia de Eirunepé, emitiu nota de esclarecimento à população sobre o seu papel na ocorrência.
Segundo a corporação, a Polícia Civil não realizou a apreensão dos animais, nem os encaminhou à delegacia, como chegou a ser especulado em postagens nas redes. De acordo com a nota, a PC-AM apenas prestou apoio institucional à ação conduzida por órgãos da Prefeitura Municipal, especificamente a Secretaria de Meio Ambiente, que estavam com um laudo informando que os animais estavam sendo mal tratados, e também estavam acompanhados por representantes da Vigilância Sanitária.
“A Polícia Civil lamenta profundamente a repercussão negativa em torno do caso, mas reforça que sua atuação foi exclusivamente de apoio. Em momento algum a Polícia prendeu, capturou ou transferiu os animais”, diz o comunicado.
Os três cães um pitbull e dois chow-chow, seguem sob custódia da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em local reservado e seguro, segundo informações da Prefeitura. A remoção dos animais teria ocorrido em razão de denúncias recebidas pelo setor ambiental, que indicavam possível situação de maus-tratos.
• ENTENDA O CASO
A dona dos animais publicou, nas redes sociais, um desabafo afirmando que os cães foram levados sem laudo técnico, sem mandado judicial e sem direito à defesa, e que teria sido informada posteriormente que os animais já haviam sido “doados”, fato que ainda está sendo investigado. A moradora alega que os cães eram bem tratados, alimentados e recebiam carinho.
Diante disso, diversas pessoas se mobilizaram online, levantando dúvidas sobre abuso de autoridade e falta de protocolo na condução da ação.
• POSIÇÃO DAS AUTORIDADES
A Polícia Civil reforçou que atua com base na legalidade e que, no caso em questão, não conduziu a investigação ambiental nem participou da destinação final dos cães. O papel da PC-AM foi exclusivamente de garantir a segurança dos agentes municipais e evitar qualquer conflito durante o cumprimento da missão da Prefeitura.
“É comum que, em ações conjuntas com outros órgãos, a Polícia dê suporte tático para garantir a ordem pública, mas isso não significa que tenha responsabilidade direta sobre a execução da medida em si”, finaliza a nota.
A Prefeitura, até o momento, não divulgou um posicionamento oficial detalhado sobre o destino dos animais nem apresentou laudo veterinário público que comprove a necessidade de resgate por maus-tratos. O caso segue gerando debate na cidade e pode ser alvo de representação judicial por parte da tutora dos cães.
O Eirunepé Notícias segue acompanhando a situação, ouvindo todos os lados e buscando transparência sobre os desdobramentos do caso.
Se você tiver mais informações ou quiser registrar seu ponto de vista, entre em contato com nossa redação pelo WhatsApp ou Instagram oficial.

