Política

População de Eirunepé perde a confiança na Câmara de Vereadores em meio a descasos e omissões

Publicado

em

A insatisfação da população de Eirunepé com a Câmara de Vereadores chegou a um ponto crítico. Em meio a tantos problemas graves que afetam o município, como a precariedade na saúde, a insegurança nas ruas e a ausência de políticas públicas sociais, o silêncio dos parlamentares tem sido ensurdecedor.

Recentemente, uma mulher morreu após receber uma aplicação de bezetacil. No hospital regional Vinícius Conrado. O caso gerou revolta nas redes sociais e entre os moradores nas ruas, mas a Câmara não se pronunciou, não abriu apuração, nem exigiu explicações da Secretaria de Saúde. O povo esperava, no mínimo, uma cobrança firme, uma comissão de averiguação, uma postura de representação. O que veio? Nada.

Enquanto isso, faltam projetos estruturais importantes. Não há, por exemplo, nenhuma casa de apoio para adolescentes em situação de risco, para dependentes químicos ou para crianças vítimas de maus-tratos. Como caso de uma criança que foi abandonada pela mãe recentemente, O Conselho Tutelar, muitas vezes, atua com as mãos atadas, sem apoio logístico ou institucional. Onde está a Câmara para discutir essas políticas? Por que não há projetos tramitando para acolher essas pessoas? Cadê uma cobrança de um concurso público efetivo urgente que desde 2007 não existe? Cadê o vôo da Azul, será que ainda vão vir?

Em contrapartida, a mesma Câmara apresentou recentemente o projeto do Vereador Mirim. A iniciativa é louvável, claro. Ensinar política às crianças é fundamental. Mas o povo questiona: por que os projetos urgentes, os que salvam vidas, os que protegem crianças em situação de vulnerabilidade, os que cobram mais segurança, não saem do papel?

O caos na segurança pública é outro retrato do abandono. Moradores da Baixada do bairro São José, vivem clamando por ajuda: usuários de drogas invadindo casas, roubos constantes, venda de entorpecentes a céu aberto. Empresários estão sendo assaltados, e os criminosos, quando presos, são soltos no dia seguinte. Foi o que aconteceu no caso do Plemiton da casa Bastos. E a Câmara? De novo, calada.

O papel da Câmara é fiscalizar, é cobrar, é legislar em favor da população. Eirunepé vive uma onda de insegurança, de negligência e de omissão institucional. Mas os vereadores parecem viver numa bolha, distante da realidade do povo que os elegeu.

A verdade é que a população de Eirunepé está desmotivada, decepcionada e cansada de esperar. A confiança na Câmara está em queda livre. Se os vereadores não se levantarem agora, para defender o povo, para cobrar com coragem, para criar soluções concretas, a história vai lembrar deles não como representantes, mas como ausentes.

Eirunepé grita por mudanças. E esse grito precisa ecoar dentro da Câmara. Porque enquanto o povo sangra, a omissão é um voto de silêncio que mata, adoece e abandona.

O Eirunepé Notícias não é um jornal do lado A, nem do lado B. É do lado do povo. E é justamente por isso que estamos aqui. As matérias que publicamos não são fabricadas em gabinete. São gritos da população. São mães pedindo segurança, jovens clamando por oportunidades de emprego, famílias implorando por dignidade. E ultimamente, o que mais temos recebido são pedidos de socorro e muitos deles vêm da ausência de atuação da Câmara de Vereadores.

O jornal não está aqui para atacar, mas para mostrar. E mostrar que a verdade dói. Dói ver que existem pessoas morando no cemitério por falta de uma casa de apoio. Dói ver adolescentes afundando nas drogas sem nenhum programa de acolhimento. Dói ver alcoólatras abandonados sem uma casa de recuperação. Dói ver crianças sendo maltratadas dentro de casa sem que exista um abrigo, um refúgio, uma saída.

Enquanto tudo isso acontece diante dos olhos da cidade, os projetos que realmente poderiam mudar essa realidade seguem engavetados, esquecidos, ou sequer pensados.

É claro que existem vereadores comprometidos, e não estamos aqui para generalizar. Mas é preciso dizer com todas as letras: O povo está perdendo a confiança. E essa confiança não se recupera com discursos bonitos, mas com ação. Cadê os projetos? Cadê as cobranças ao Executivo? Cadê a presença nos bairros, nas periferias, nas comunidades que mais sofrem?

Nós, do Eirunepé Notícias, temos sido procurados a todo instante pela população:

“Por favor, divulga essa situação…”
“Mostra o que está acontecendo com minha rua, com minha casa, com minha família…”
“Vocês são a única voz que ainda escutam a gente…”

E é isso que todos os dias vimos, e estamos tentado ser: a voz de um povo que está cansado de esperar.

A nossa mensagem final é clara e direta: vereadores, olhem para quem colocou vocês aí dentro. Enxerguem esse povo que confiou nas suas palavras, que deu a chance de vocês representarem Eirunepé.

Ainda acreditamos em vocês. Mas essa confiança está no fim. Se nada mudar, ela vai se acabar de vez. E aí, o povo não vai mais escutar. Não vai mais votar. Não vai mais acreditar.

E quando o povo perde a fé, nem o melhor discurso conseguirá reconquistar.

Leia mais