A retomada dos voos comerciais da Azul Conecta em Carauari, com operações previstas para as segundas e sextas-feiras, reacende uma discussão inevitável em Eirunepé: por que outros municípios conseguem mobilizar forças políticas e institucionais para recuperar sua conexão aérea, enquanto nossa cidade continua sem uma solução concreta?
Em Carauari, segundo o comunicado divulgado, a retomada foi resultado de articulações envolvendo Prefeitura, Câmara Municipal e Petrobras. O trabalho, iniciado ainda em janeiro de 2025, teve como objetivo garantir a continuidade das operações, preservar empregos e devolver à população uma importante alternativa de transporte.
A notícia é positiva para Carauari, mas também serve de comparação e provoca questionamentos em Eirunepé. Há mais de um ano, o município enfrenta a ausência de voos comerciais regulares, deixando moradores, empresários, trabalhadores e pacientes dependentes de alternativas de deslocamento muito mais demoradas e difíceis.
Eirunepé também precisa de articulação, diálogo, pressão política e, principalmente, determinação administrativa. Não basta reconhecer a importância do transporte aéreo em discursos. É necessário buscar soluções, reunir representantes políticos, cobrar respostas das empresas e apresentar propostas concretas.
A pergunta que fica é: o que Carauari conseguiu articular que Eirunepé ainda não conseguiu?
Não se trata de diminuir a conquista dos nossos vizinhos, mas de questionar por que Eirunepé continua perdendo oportunidades de desenvolvimento, enquanto outras cidades avançam na recuperação de serviços essenciais.
Uma cidade não pode se acostumar a perder suas conquistas. E quando se trata de transporte aéreo, cada mês sem voos representa mais dificuldades para quem precisa viajar, trabalhar, estudar ou buscar atendimento médico fora do município.
Eirunepé não precisa de promessas sobre o que já teve. Precisa de uma liderança com força, determinação e capacidade de lutar para recuperar aquilo que a população perdeu.

