SEAP-AM

18 presos são soltos em Eirunepé em setembro e superlotação do sistema penitenciário levanta alerta; “Vai ser assim mesmo??”

Publicado

em

Eirunepé volta a enfrentar uma situação que chama atenção da população e levanta questionamentos sobre o sistema penitenciário do Amazonas. Somente no mês de setembro, pelo menos 18 presos que estavam custodiados no município foram colocados em liberdade, incluindo envolvidos em casos de tentativa de homicídio, agressões contra mulheres, roubos e outras ocorrências.

Por trás dessas liberações está um problema que há meses preocupa o sistema prisional do Estado, a superlotação. Com as unidades penitenciárias operando acima da capacidade, o próprio sistema carcerário acaba criando um cenário em que a falta de vagas e de estrutura passa a influenciar diretamente a permanência dos presos.

Em Eirunepé, essa realidade ganha ainda mais repercussão porque o trabalho realizado nas ruas acaba ficando comprometido aos olhos da população. O policial prende, o procedimento é realizado e, posteriormente, o preso pode voltar para as ruas diante das dificuldades enfrentadas pelo sistema penitenciário.

A questão não é simplesmente sobre prender ou não prender. O problema está em ter estrutura para receber, custodiar e manter essas pessoas privadas de liberdade. Quando não há vagas suficientes, a superlotação passa a pressionar todo o sistema judiciário e abre espaço para medidas que resultam na saída de presos que estavam recolhidos.

O cenário chama atenção especialmente porque, em apenas um mês, 18 pessoas foram colocadas em liberdade em Eirunepé. O número desperta preocupação entre moradores que acompanham diariamente os casos de violência e criminalidade registrados no município.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP-AM), responsável pela administração do sistema penitenciário estadual, enfrenta justamente o desafio de administrar unidades com capacidade limitada diante da demanda de custódia de presos de todo o Amazonas.

O que fica para a população de Eirunepé é uma pergunta que precisa de resposta, até quando a falta de estrutura e a superlotação do sistema penitenciário vão continuar contribuindo para que presos deixem as unidades e retornem às ruas?

Enquanto isso, a sensação para quem acompanha as ocorrências é de que o trabalho realizado para colocar criminosos atrás das grades pode acabar perdendo efeito quando o próprio sistema não consegue oferecer espaço e estrutura suficientes para mantê-los presos.

Leia mais