Geral
Eirunepé abandonada!: Criminosos destroem cerca, roubam galinhas, entram dentro de casa pra levar celular “Rouba hoje, fuma amanhã e volta pra roubar de novo”
A revolta está crescendo nos conjuntos e bairros de Eirunepé. Já não bastassem os altos preços, o desemprego e o abandono das autoridades, agora os moradores também têm que conviver com o medo constante dentro da própria casa. Isso mesmo: o medo bate na porta, pula o muro e entra sem pedir licença.
Na madrugada desta terça-feira (10), mais uma residência foi invadida. No conjunto Padre José, Segundo relatos, ladrões quebraram cercas, reviraram o quintal e levaram galinhas criadas com sacrifício por uma senhora idosa que mora sozinha. O mais revoltante: essa já é a segunda vez em poucos dias que a mesma casa é alvo dos criminosos.
O principal suspeito, apontado por vizinhos, é um velho conhecido da comunidade: Enoque, que segundo moradores, estaria há dias “de olho” nos bichos da casa e já foi visto sondando o terreno. A população acusa o suspeito de trocar objetos roubados por entorpecentes e continuar livre, zombando da cara de quem trabalha e vive honestamente.
“Fizemos o boletim de ocorrência, mas até agora nada. E o pior: se a gente faz justiça com as próprias mãos, a polícia vem prender a gente. É revoltante demais. Minha mãe tem idade, mora só, e esse vagabundo entra no quintal dela como se fosse dono!”, desabafou um dos familiares.
Ainda nesta semana, um idoso teve o celular furtado de dentro da própria casa. O suspeito? O mesmo. “Enoque”, de novo. A cena está se repetindo com frequência: invasões, arrombamentos, furtos à luz do dia, e a impunidade reinando solta.
Um apelo por socorro
A comunidade clama por segurança. As promessas das autoridades não saem do papel, enquanto o povo perde suas coisas e sua paz. A população está no limite, vendo a justiça virar piada e o medo virar rotina.
“Se fosse um de nós que metesse a mão nesse sujeito, a cadeia vinha na hora. Mas pra prender quem tá destruindo nosso sossego, aí é uma eternidade…”, reclamou um morador que não quis se identificar.
Quando o abandono gera revolta
O caso escancara a dura realidade de muitos bairros de Eirunepé: a ausência do Estado empurra a população para o desespero. É um ciclo cruel: o crime avança, a polícia se cala, e a justiça demora. No meio disso tudo, quem paga é o cidadão de bem.
Fica aqui o registro, o protesto e o apelo: até quando o povo vai ter que se trancar em casa com medo, enquanto os ladrões andam soltos pelas ruas?