Saúde
Eirunepeense Jéssica Araújo denuncia negligência médica em Manaus após ser informada erroneamente da morte do próprio bebê
A digital influencer Jéssica Araújo, natural de Eirunepé, viveu momentos de desespero e revolta ao ser informada, de forma equivocada, que seu bebê havia morrido ainda no útero. O caso aconteceu na noite da última terça-feira 08 de julho, na maternidade Moura Tapajós, em Manaus, onde Jéssica deu entrada com fortes dores pélvicas e acabou enfrentando o que ela classifica como uma das experiências mais traumáticas da sua vida.
Segundo seu relato, o atendimento demorou desde a recepção. Na triagem, sua pressão estava normal (11×8), mas mesmo assim, só foi atendida por uma médica cerca de uma hora depois. Durante o exame, o útero foi considerado fechado e normal, mas ao tentar ouvir os batimentos cardíacos do bebê, a médica não conseguiu captar nada. Imediatamente, ela foi encaminhada para exames e uma ultrassonografia.
Ao fazer o exame de imagem, a equipe médica anunciou o óbito fetal. Segundo Jéssica, a médica afirmou que “já sabia que o bebê estava morto, só queria confirmar”, e logo receitou a internação para indução de parto. Desesperada com a notícia, Jéssica gritou muito, sua pressão subiu para 16×10, e precisou ser medicada às pressas. Mesmo sob forte abalo, ela afirmou ao técnico de enfermagem que sentia o bebê se mexer. A resposta? “É apenas gases. Seu bebê já está morto.”

Como o hospital alegou falta de leito para fazer o procedimento, Jéssica foi encaminhada ao Hospital Dona Lindu. Lá, a surpresa: o bebê estava vivo e saudável.

“Quase mataram meu filho! Me fizeram acreditar que ele estava morto. Fui tratada com descaso e negligência. Só Deus sabe o que eu senti. Isso não pode ficar impune”, desabafou Jéssica.
Ela também revelou que já registrou um boletim de ocorrência e está exigindo responsabilização dos profissionais envolvidos. “Eu quero justiça. Não só por mim, mas por todas as mães que podem passar por isso e não ter a mesma chance de descobrir a verdade a tempo.”
O caso tem gerado forte repercussão nas redes sociais e está sendo acompanhado por diversas pessoas da imprensa e autoridades da saúde. Jéssica também disponibilizou o link da Ouvidoria do SUS para denúncias semelhantes: https://www.gov.br/pt-br.