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VÍDEO: Vergonha em Eirunepé: Gestão da prefeita entra na Justiça e arranca terrenos de mais de mil famílias carentes

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Mais de mil famílias serão despejadas em Eirunepé: Decisão judicial reforça ação da Prefeitura que pode destruir sonhos e lares

Um verdadeiro pesadelo se instaurou na vida de mais de mil famílias eirunepeenses após decisão da Justiça que autorizou, nesta segunda-feira (15), a reintegração de posse da área conhecida como Fazenda “São José”, localizada na Estrada do Xidá. A medida atendeu a um pedido da Prefeitura de Eirunepé, por meio de uma ação de urgência que visa retirar todos os moradores da área, muitos dos quais já estavam construindo suas casas e vivendo com suas famílias no local.

A decisão, proferida pela juíza Rebecca Ailen Nogueira Vieira Aufiero, autoriza a expulsão imediata dos ocupantes, com uso de força policial, arrombamento e apoio logístico, inclusive durante finais de semana e fora do horário forense. A área foi desapropriada pelo Decreto Municipal nº 676/2023 para a implantação de um programa habitacional e doada na gestão anterior e os ocupantes já possuíam seu título de posse e estavam até construindo, investindo e acreditando em um futuro ali.

Uma decisão que fere o povo

Na prática, a medida atinge diretamente mais de mil famílias humildes, que acreditavam estar em situação regular após receberem seus terrenos durante a gestão passada. Foram mais de 600 lotes doados, muitos dos quais já com casas iniciadas ou quase finalizadas. Com a anulação desses títulos pelo Decreto nº 005/2025 da atual gestão, essas famílias perderam o chão literalmente.

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o Advogado Márcio Tabosa informou, que tem 15 dias pra recorrer da decisão, e que não irá deixar esse povo sofrido, e batalhador ser despejado por pura ambição política e falta de amor ao próximo. “Isso não se faz nem com cachorro, quanto mais com seres humanos, que já eram proprietários legais e tinham seus títulos, só pra beneficiar interesses próprios” Disse Márcio

A Prefeitura sustenta que as doações foram feitas sem respaldo legal. Mas, para quem recebeu o terreno, construiu com o suor do próprio trabalho e sonhava com um lar para os filhos, a justificativa soa como desculpa fria de uma gestão que virou as costas para o povo.

“A prefeita não está do lado do povo”

A revolta dos moradores é evidente. Após a divulgação da decisão, muitos moradores foram às lágrimas, relatando que todo o esforço de anos foi simplesmente ignorado. “A gente não está pedindo favor, a gente só quer um canto pra viver, e agora vão tirar até isso?”, questionou uma senhora aos prantos, que preferiu não se identificar.

Há quem veja na decisão um reflexo do autoritarismo e dos interesses escusos da atual prefeita, que tem sido acusada por populares de agir em benefício de interesses políticos e pessoais, em vez de defender o povo que mais precisa.

“A prefeita teve a chance de regularizar essa situação, de deixar essa terra pra essas famílias. Mas escolheu o caminho da violência institucional, do desprezo pelas pessoas simples. Isso mostra claramente que ela não está do lado do povo”, afirmou um morador que diz ter sido um dos primeiros a ocupar a área.

Sonhos destruídos

A região, que já vinha se tornando um loteamento demarcado e popular de fato, agora corre risco de virar um campo de desespero e lágrimas. O que era um canteiro de esperança virou alvo de despejo. Pessoas que já tinham levantado paredes, colocado telhado, agora enfrentam a dura realidade de verem seus sonhos sendo demolidos, madeira por madeira, por uma política que despreza os mais pobres.

Enquanto a Justiça autorizou a reintegração, o sentimento dos moradores é de injustiça, de revolta e de traição. Em vez de apoio, essas famílias estão recebendo ordem de despejo.

E agora?

A expectativa é que o mandado de reintegração seja cumprido a qualquer momento, com uso de força, caso necessário. O Eirunepé Notícias seguirá acompanhando de perto os desdobramentos deste caso.

O povo de Eirunepé quer saber: será que destruir os sonhos de mais de mil famílias é mesmo o melhor caminho? Ou será que estamos diante de mais uma página vergonhosa de uma gestão que esqueceu o que é governar para o povo?

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