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Explosão à vista: moradores da Estrada do Xidá prometem a maior manifestação da história de Eirunepé após destruição de casas

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A tensão segue aumentando na cidade após a reintegração de posse na Estrada do Xidá, determinada pela Justiça e executada pela Prefeitura de Eirunepé com apoio da Polícia Militar e Guarda Municipal. Na tarde deste sábado, 19, moradores atingidos pela decisão entraram em contato com o Eirunepé Notícias alertando que uma grande manifestação está sendo organizada e pode acontecer a qualquer momento.

Segundo informações obtidas pelo portal, um grupo no WhatsApp foi criado reunindo dezenas de moradores que tiveram suas casas destruídas, muitos dos quais sequer conseguiram retirar suas madeiras, telhados ou pertences. Em meio à revolta e frustração, eles agora se articulam para dar uma resposta coletiva ao que classificam como um ato de humilhação pública e desumanidade promovido pela atual gestão da prefeita Áurea.

“Isso que fizeram com a gente, nem com cachorro se faz. Quanto mais com pai de família. A gente tinha título de terra, estava morando, construindo. Isso foi pura vaidade e politicagem”, disse um dos líderes do grupo, em tom indignado.

Ainda segundo os organizadores, a manifestação será histórica, com um dos moradores afirmando que “vai ser a maior que Eirunepé já viu”. A revolta generalizada se dá não apenas pela derrubada das casas, mas pela forma com que tudo foi feito: sem diálogo, sem compaixão e com uso de força bruta.

“É só aguardar. Quando menos esperarem, o pau vai cantar. A gente não tem mais nada a perder”, disse outro, pedindo que o portal ficasse de sobreaviso para registrar os acontecimentos.

Clima de tensão e revolta popular

Com centenas de famílias afetadas e o sentimento de abandono tomando conta da população atingida, a cidade pode viver nas próximas horas ou dias uma das maiores mobilizações populares já registradas. O Eirunepé Notícias seguirá acompanhando de perto todos os desdobramentos, garantindo o direito à voz do povo e o registro fiel dos fatos.

A Prefeitura ainda não se pronunciou sobre os relatos de abuso na execução da reintegração.

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