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Destruição sem diálogo, sofrimento sem assistência: A face cruel da Prefeitura de Eirunepé-Am; Veja os relatos!
A dor de perder uma casa construída com esforço e sacrifício já seria motivo suficiente para qualquer administração pública agir com empatia e humanidade. Mas o que se vê na gestão da prefeita Áurea, segundo relatos dos próprios moradores da Estrada do Xidá, é o contrário do respeito, da assistência e do cuidado.
Desde que teve início o cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse, moradores vêm relatando ao Eirunepé Notícias que nenhum apoio psicológico, social ou institucional foi oferecido às famílias que tiveram suas casas demolidas.
“A gente limpou, roçou, preparou o terreno com amor e suor. E, de repente, destruíram tudo como se fosse lixo. É uma dor que não sai do coração”, disse uma das moradoras, emocionada.
Nenhuma ajuda, nenhum tempo, nenhum respeito
Segundo os relatos, nem mesmo um prazo mínimo de três ou quatro dias foi concedido para que as famílias desmontassem suas casas ou retirassem seus pertences. Madeiras, telhas, alumínio, utensílios e até objetos pessoais foram enterrados pelos tratores da Prefeitura, sem piedade ou aviso prévio.
“Se houvesse humanidade, a própria prefeita poderia ter solicitado a juíza um prazo para a retirada. Mas não, foi ordem para destruir, como se ali não existissem sonhos, nem vidas, nem gente humilde tentando sobreviver”, afirmou um dos líderes do movimento.
Acusados de cabos eleitorais e ignorados pelas autoridades
Para piorar a situação, alguns moradores disseram estar sendo rotulados injustamente como ‘cabos eleitorais do ex-prefeito Raylan’, como se isso justificasse o abandono e o sofrimento. Os organizadores do protesto de segunda-feira ressaltaram que, se houve erro da gestão anterior, que se revise mas que não se puna quem só queria um lar.
“A gente não está pedindo favor, está pedindo justiça. E se teve erro lá atrás, que corrijam. Mas destruir tudo de uma vez e tratar o povo como lixo não se faz”, desabafou um morador.
Além disso, nenhum vereador da base da prefeita, nenhum psicólogo, nenhum assistente social da Prefeitura compareceu até agora para oferecer qualquer tipo de apoio às famílias afetadas, mesmo após dias de comoção e protestos.
“A gestão do amor virou gestão da agressividade”
Moradores ouvidos pelo Eirunepé Notícias disseram estar chocados com o comportamento da atual gestão, que se elegeu com o discurso do cuidado, da compaixão, da empatia, mas que agora mostra uma face fria, bruta e insensível.
“Secretários agressivos, postura autoritária, ausência de apoio, destruição sem diálogo. Isso não é amor. Isso é arrogância. Essa é a gestão mais desumana que Eirunepé já viu”, disse outro morador.
A população segue revoltada, e os protestos prometem continuar nos próximos dias. As famílias agora cobram não só a devolução dos lotes, mas também respeito, assistência e o mínimo de empatia por parte de uma gestão que, até agora, tem tratado os pobres como descartáveis.
O Eirunepé Notícias continuará acompanhando de perto os desdobramentos desse caso, ouvindo o povo e dando visibilidade à dor de quem só queria ter um lugar digno para morar.