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EIRUNEPÉ-AM: “Tráfico, Tiros e Intimidação, medo: O Caos na Rua do Dissica que Ninguém Quer Enxergar”
O que deveria ser um espaço de convivência tranquila e familiar tem se transformado em um verdadeiro cenário de medo, insegurança e abandono. Moradores da tradicional Rua do Campo Grande, também conhecida como “rua da casa do Dissica”, vêm enfrentando momentos de terror diário diante da ausência de ação efetiva das autoridades locais.
Segundo relatos recebidos com exclusividade pelo Eirunepé Notícias, uma residência localizada na região teria se tornado ponto de venda de drogas, o que popularmente se conhece como boca de fumo. Mas não para por aí: tiroteios, correria de indivíduos armados com facas, usuários de drogas circulando livremente, ameaças, intimidações e suspeita de receptação de objetos roubados viraram parte da rotina de quem vive no local.
“A gente não vive mais. A gente se esconde. Hoje, quem está preso somos nós, pessoas de bem. Não podemos mais sentar na calçada, conversar com os vizinhos ou sequer dormir em paz. Os ‘noiados’ tomaram conta da rua. E o cheiro de droga invade nossas casas”, desabafa uma moradora, que pediu para não ser identificada por medo de represálias.
A situação tem gerado indignação crescente na vizinhança, que afirma estar abandonada pelo poder público. Portas trancadas, janelas fechadas e noites em claro têm se tornado rotina, enquanto o fluxo de usuários e traficantes circula livremente.
Apesar dos inúmeros apelos, até o momento não houve resposta concreta das autoridades municipais ou das forças de segurança. Para os moradores, a sensação é de que a lei simplesmente deixou de existir naquela parte da cidade.
“Pelo amor de Deus, a gente clama por justiça, se é que ainda existe justiça nessa cidade. Virou bagunça. Já não temos sossego, não temos segurança, não temos paz. Onde estão os que juraram nos proteger?”, questiona um morador.
Diante da falta de medidas efetivas, a comunidade decidiu romper o silêncio, na esperança de que, com o caso vindo à tona na imprensa, as autoridades se sintam pressionadas a agir.
O apelo é claro: socorro! A população pede investigação urgente, atuação da Polícia Civil e Militar e que o Ministério Público se manifeste diante dos constantes relatos de tráfico de drogas, ameaças e violação do direito à segurança e à dignidade humana.
Procuradas pela reportagem, até o fechamento desta matéria, as autoridades locais ainda não haviam se pronunciado.