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Crise econômica sufoca pequenos comerciantes em Eirunepé-Am: “A gente passa o dia inteiro pra vender R$ 10”
Após enfrentar uma série de assaltos que quase colocaram fim ao seu pequeno comércio no bairro do Perpétuo Socorro, o conhecido morador Seu Beca finalmente respira um pouco mais aliviado quanto à segurança. Mas se engana quem pensa que o pior já passou. Agora, o que assombra o comerciante e boa parte da cidade, é a crise econômica que tomou conta de Eirunepé.
“Hoje, o problema nem é mais os assaltos. O que pega agora é o dinheiro que não circula. Tá muito difícil vender. Às vezes a gente vende R$ 10, R$ 20 no dia inteiro. E quando vende, é no fiado, porque o povo também tá sem grana”, desabafa o comerciante, visivelmente cansado e com os olhos fundos de quem já perdeu muitas noites de sono vigiando seu ponto comercial, ainda com medo de novos furtos.
Seu Beca representa a realidade de dezenas de comerciantes e microempreendedores locais que lutam diariamente para manter seus negócios vivos em meio à estagnação econômica. Eles enfrentam não só a insegurança pública, mas agora um colapso financeiro que parece não ter fim, e o mais grave: sem nenhum plano de socorro vindo do poder público.
•Cadê a prefeitura? Cadê governo estadual? Cadê o incentivo?
Enquanto os pequenos empresários clamam por apoio, a prefeitura permanece em silêncio. Nenhuma resposta concreta sobre concursos públicos, nenhum projeto de atração de investimentos, nenhuma articulação com instituições como o SEBRAE para oferecer apoio técnico ou capacitação. O comércio está abandonado à própria sorte.
A única voz que ecoa, e que não é bem-vinda por boa parte da população, é a do chamado primeiro damo, que mesmo sem ocupar um cargo executivo, age como se fosse o prefeito. Mas ao invés de apresentar propostas, prefere se ocupar com discursos rasos, voltados única e exclusivamente para a política. “É só política, política, política. Enquanto isso, a cidade afunda”, reclamam comerciantes ouvidos pela equipe do Eirunepé Notícias.
• Cidade parada, esperança escassa
A situação é tão grave que até mesmo a esperança parece estar se esgotando. Sem oportunidades, sem geração de renda e sem perspectivas de crescimento, muitos empreendedores já pensam em fechar as portas.
“O comércio tá morrendo. E o povo tá sendo obrigado a escolher entre comer ou pagar uma conta. É por isso que a gente vende no fiado, é por isso que a gente tá sempre no vermelho”, relata outro comerciante da região central que preferiu não se identificar.
• Até quando essa realidade?
A crise econômica de Eirunepé não é apenas reflexo de um cenário nacional difícil. Ela é agravada pela ausência total de planejamento, investimento e compromisso com o desenvolvimento local. Enquanto isso, comerciantes como Seu Beca continuam segurando as pontas sozinhos, na esperança de que um dia a cidade volte a andar para frente.
Mas até quando?