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Cheia no Amazonas já afeta mais de 100 mil pessoas; 12 municípios estão em emergência
O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais divulgou, na quarta-feira (8), o boletim semanal com informações atualizadas sobre a cheia no Amazonas. De acordo com os decretos municipais, 12 cidades estão em situação de emergência: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga e Tapauá.
Outros sete municípios estão em nível de alerta, Amaturá, Envira, Guajará, Ipixuna, Pauini, São Paulo de Olivença e Tonantins, enquanto 24 cidades permanecem em situação de atenção, entre elas Coari, Manacapuru, Tefé e Iranduba. Ao todo, 19 municípios seguem em condição de normalidade, conforme dados dos painéis de monitoramento da Defesa Civil do Amazonas.
Até o momento, a cheia já impacta diretamente 100.935 pessoas em todo o estado, segundo estimativas oficiais.
Como parte das ações de resposta, a Defesa Civil do Amazonas enviou, em 2026, 120 kits de purificadores de água do projeto Água Boa para 20 municípios. A iniciativa busca mitigar os efeitos da crise hídrica durante os períodos de cheia e estiagem, garantindo o acesso à água potável para comunidades ribeirinhas.
Foram contemplados municípios como Santa Isabel do Rio Negro, Fonte Boa, Iranduba, Eirunepé, Benjamin Constant, Itacoatiara e Presidente Figueiredo, entre outros.
Medidas econômicas
Diante do avanço das inundações, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) também adotou medidas emergenciais voltadas a empreendedores e produtores, especialmente do interior.
Entre as ações, está a ampliação do acesso ao crédito, com aumento do limite para dispensa de garantias, o que deve facilitar a liberação de financiamentos. A agência também anunciou a possibilidade de renegociação de dívidas, com alongamento de prazos e concessão de carência para o início dos pagamentos.
A orientação é que os interessados procurem os canais oficiais da Afeam para formalizar os pedidos e obter informações.
Monitoramento contínuo
A Defesa Civil do Estado informou que o monitoramento da cheia ocorre de forma contínua, por meio do Centro de Monitoramento e Alerta, responsável por acompanhar os níveis dos rios ao longo de todo o ano.
O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais segue atuando na coordenação de ações para minimizar os impactos da cheia sobre a população afetada.
Mais informações podem ser acessadas no site oficial de monitoramento climático do estado.
fonte: Jornal do Comércio