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AM: Indígenas de Envira denunciam atrasos nos pagamentos e desprezo com morte de criança

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Líderes das aldeias Macapá, Vida Nova e Alegria denunciaram a negligência do prefeito de turno do município de Envira, Ivon Rates (PSD), apontando atrasos em pagamentos de trabalhadores indígenas e precariedade no polo de saúde local.

As denúncias detalham as inúmeras dificuldades impostas pelo governo ao povo. No setor educacional, líderes como Marcos da aldeia Vila Nova ressaltam que merendeiras e outros funcionários de serviços gerais, também indígenas, seguem sem receber salários.

“Queremos que saia logo o dinheiro dos nossos parentes que trabalham na escola. Trabalhamos tanto quanto os professores”, declarou o líder ao portal CM7 Brasil. 

Já na saúde, a situação segue igualmente crítica. O polo da comunidade é marcado pela alimentação precarizada e falta de energia elétrica, com os trabalhadores tendo que recorrer a recursos próprios para suprir as necessidades básicas dos pacientes. Tais condições comprometem severamente o atendimento à saúde da população indígena.

A demora no sepultamento da criança

A situação chegou ao seu ápice com a divulgação de vídeos que ilustram a gravidade do descaso. Em um deles, um líder, visivelmente emocionado, relata a morte de uma criança cujo corpo permaneceu por dois dias no polo de saúde sem o apoio necessário para o funeral.

O corpo da criança está aqui. O senhor promete as coisas, mas nunca cumpre a palavra. Hoje vamos levar para o cemitério e enterrar a criança. O senhor tem que olhar por nós, somos seres humanos, seus eleitores. Te apoiamos, mas o senhor nunca olhou por nós” afirmou a liderança, dirigindo-se ao prefeito. 

A resposta da Prefeitura

Por meio de nota, a prefeitura de Envira, negou parte das acusações. A administração municipal declarou que “da pasta da educação foram pagos os professores e monitores.” escolares indígenas”, ignorando os demais trabalhadores. Em relação ao falecimento da criança, a prefeitura afirmou que disponibilizou apenas o caixão. 

No entanto, a nota oficial não apresentou justificativas para a falta de energia e alimentação para o polo de saúde, nem abordou as denúncias sobre promessas não cumpridas ou demora no apoio funerário que levou o corpo da criança a permanecer dias no local. 

Os relatos evidenciam falhas severas no formato de turno do Estado que vão além de casos isolados, mas refletem um problema sistemático que afeta comunidades vulneráveis em diversas regiões.

Fonte: Portal CM7

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