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Proposta de vereador de Eirunepé para criminalizar críticas à gestão começa a gerar repúdio em rádio, e portais do Amazonas
A recente proposta na última sexta-feira (22/08), do presidente da Câmara Municipal de Eirunepé o vereador Adilson Silva (PDT), conhecido como Tita, de criminalizar sites e páginas que publiquem críticas à administração municipal, já repercute em todo o Amazonas e começa a ser vista como um duro ataque à liberdade de expressão no interior do estado.
A ideia, revelada no portal Rios de Notícias no último dia 25 de agosto, caiu como uma bomba não apenas entre veículos locais, mas também em rádios e portais de renome no Amazonas, que enxergam na medida uma tentativa de censura. Jornalistas e comunicadores já tratam o caso como um precedente perigoso, que pode abrir espaço para a intimidação da imprensa e da população que usa as redes sociais para questionar a gestão pública.

Jornalistas ouvidos por rádios estaduais lembram que o direito à crítica está garantido pela Constituição Federal, no artigo 5º, inciso IV, que assegura a livre manifestação do pensamento. Transformar críticas em crime, segundo juristas, seria um retrocesso democrático e poderia ser contestado judicialmente caso a proposta avance.
A repercussão negativa cresceu após o caso ganhar eco em sites de Eirunepé-Am e depois ir para as rádios de Manaus e em outros grandes portais do Amazonas, que se manifestaram em tom de repúdio, classificando a proposta como “um atentado à democracia e ao direito de fiscalizar os poderes”. Para muitos, o episódio revela a dificuldade de alguns gestores e representantes públicos em lidar com a crítica e com a imprensa livre.
Em Eirunepé, a reação foi imediata. Páginas locais de informação, comunicadores independentes e cidadãos utilizaram as redes sociais para demonstrar preocupação e revolta. O temor é de que uma eventual aprovação da medida possa transformar o município em um cenário de perseguição política contra quem ousar se posicionar de forma contrária à gestão municipal.
Enquanto isso, a imprensa estadual segue acompanhando o caso com atenção, reforçando que a democracia não se sustenta sem o direito à crítica e à liberdade de expressão. A pressão popular e midiática tende a aumentar, e caberá agora ao Legislativo local decidir se dará seguimento a uma proposta que já nasce cercada de polêmica e rejeição.