Denúncia
Itamarati, Eirunepé, Envira e Ipixuna: Bebê indígena morto, remoções desumanas e revoltas, novas denúncias explodem após nossa matéria
Depois da matéria que publicamos sobre as condições sub-humanas enfrentadas pelos indígenas do município de Eirunepé-Am, que continuam vivendo em situação precária, outros funcionários procuraram nossa redação e decidiram se abrir. Vieram relatar problemas graves, que até então estavam sendo varridos para debaixo do tapete.
Entre todas as denúncias recebidas, uma chamou atenção de forma especial, o caso de uma criança que morreu em agosto, segundo relataram, a forma como esses bebês são transportados é completamente desumana, muitas vezes sendo levados no sol quente, sem estrutura mínima, sem proteção, sem dignidade.
Esse caso específico aconteceu no município de Itamarati, no Amazonas, porém, de acordo com os funcionários que entraram em contato, situações semelhantes têm ocorrido com frequência em Eirunepé, Ipixuna, Envira e outros municípios da calha do Juruá. A reclamação é a mesma, a saúde indígena está totalmente entregue à própria sorte.
Para os servidores, a SESAI Amazonas simplesmente abandonou a região. A revolta dentro das equipes é grande, porque eles dizem que trabalham sem condições, sem apoio e assistindo diariamente a sofrimento que poderia ser evitado.
Até o momento, a SESAI não enviou nenhuma nota, esclarecimento ou resposta oficial sobre o caso.
A denúncia segue repercutindo e levantando uma pergunta que ecoa em toda a calha do Juruá, até quando a saúde indígena vai continuar sendo tratada como invisível?
• Vídeo onde os índios pedem sua enfermeira de volta.

Remoção desse bebê de 9 meses
7 hrs da manhã de sol quente e chuva. Bote sem capote e sem proteção.