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Caso repercute e Justiça mantém prisão de Ex-secretário de Eirunepé-Am após audiência de custódia
A Justiça manteve a prisão preventiva do servidor público municipal Vagner Ney, acusado de praticar agressão leve contra uma mulher em contexto de violência doméstica. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta semana, presidida pelo juiz Takeda, que homologou a prisão em flagrante e a converteu em preventiva.
Vagner Ney encontra-se preso na delegacia do município desde o último domingo (18/12). Conforme informações do processo, o Ministério Público chegou a se manifestar favorável à concessão de liberdade provisória, com a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. A defesa também alegou que o acusado é réu primário, possui bons antecedentes, residência fixa, vínculo empregatício com o serviço público municipal e não responde a outros processos criminais.
Apesar dos argumentos apresentados, o magistrado entendeu que, neste momento, a manutenção da prisão preventiva é necessária, considerando o contexto da ocorrência e os elementos constantes nos autos, determinando que o acusado permaneça custodiado enquanto o processo segue em andamento.
• Repercussão política e nas redes sociais
O caso ganhou grande repercussão nos últimos dias após a circulação de imagens e comentários nas redes sociais envolvendo Vagner Ney, que já exerceu o cargo de secretário municipal de Administração, na Administração do ex-prefeito Raylan Barroso. O nome dele também vinha sendo cotado nos bastidores políticos como uma das possíveis indicações para assumir a Câmara de Vereadores, caso houvesse avanço em um processo que tramita na justiça.
Com a prisão, o caso passou a gerar intenso debate público. Internautas e lideranças locais se manifestaram tanto com críticas quanto com posicionamentos em defesa do acusado, enquanto o episódio reacendeu discussões sobre violência doméstica, responsabilidade de agentes públicos e a aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha.
• Posição da defesa
De acordo com o advogado de defesa, não há provas materiais ou testemunhais suficientes que justifiquem a manutenção da prisão cautelar. A defesa sustenta que Vagner Ney não apresenta risco de fuga, nem histórico de reiteração criminosa, e que a prisão poderia ser substituída por medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal.
Mesmo diante dessas alegações, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva. O processo continua em tramitação, e novas decisões poderão ser tomadas no decorrer da instrução criminal.