Marinha do Brasil
Marinha encerra missão histórica no Vale do Juruá após atender mais de 8 mil pessoas. Eirunepé ainda recebeu o navio por três dias
A presença da Marinha do Brasil voltou a fazer diferença na vida de milhares de famílias ribeirinhas da Amazônia. A 26ª edição da Operação “Acre XXVI”, realizada pelo Navio de Assistência Hospitalar “Doutor Montenegro”, encerrou oficialmente suas atividades após quatro meses de missão pelos rios do Vale do Juruá, levando saúde, medicamentos e atendimento humanitário para comunidades isoladas do Acre e Amazonas.
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Ao todo, 8.810 pessoas foram atendidas durante a operação, que percorreu localidades onde muitas vezes o acesso à saúde é extremamente difícil. Entre os municípios beneficiados esteve Eirunepé, onde o navio permaneceu por três dias realizando atendimentos médicos, odontológicos, exames e distribuição de medicamentos para a população.
Na última terça-feira (19/05), o navio retornou a Manaus, sendo recebido por familiares e amigos da tripulação após meses de trabalho intenso nos rios amazônicos.
Durante toda a missão, mais de 110 mil procedimentos de saúde foram realizados, incluindo consultas médicas, atendimentos odontológicos, enfermagem e exames laboratoriais. A operação também distribuiu impressionantes 453.075 medicamentos para garantir continuidade aos tratamentos das populações atendidas.
Outro ponto importante foi a aplicação de vacinas e a realização de 1.022 mamografias em parceria com a ONG Américas Amigas, fortalecendo a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama em regiões onde muitas mulheres dificilmente conseguem acesso a esse tipo de exame.
O comandante do navio, Capitão de Corveta Marcelo Camerino da Silva de Souza, destacou o impacto humano da missão nas comunidades amazônicas.
Segundo ele, em muitos lugares o navio representa o único acesso à saúde e ao atendimento médico para famílias ribeirinhas.
“Cada atendimento, cada medicamento entregue, cada mamografia realizada, carrega dignidade, cuidado e presença do Estado onde muitas vezes ninguém consegue chegar”, afirmou o comandante.
A Operação “Acre XXVI” reforça mais uma vez a importância das ações humanitárias da Marinha na Amazônia, especialmente em cidades isoladas como Eirunepé, onde a chegada do navio mobilizou moradores e trouxe esperança para centenas de famílias que dependem desse tipo de assistência.