Denúncia

“Quebraram meu braço e até hoje ninguém fez nada”, denuncia trabalhador de Eirunepé após agressão no Porto do Bambu

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Um trabalhador identificado como Marujo informou ao Portal Eirunepé Notícias na manhã desta sexta-feira (22/05), ter sido brutalmente agredido no dia 14 de abril, na região do Porto do Bambu, em Eirunepé. Segundo ele, o ataque teria sido cometido por um homem conhecido como “Buzuí”, após uma discussão.

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De acordo com o relato, Marujo estava em uma motocicleta se preparando para realizar um frete quando foi surpreendido pelo agressor armado com um pedaço de madeira.

“Ele largou o pau para dar na minha cabeça. Eu botei o braço para me defender e quebrou o meu braço”, afirmou.

O trabalhador conta que procurou a polícia logo após o ocorrido, registrou Boletim de Ocorrência, mas afirma que até agora nenhuma providência teria sido tomada.

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Marujo relatou ainda que passou por cirurgia e atualmente está impossibilitado de trabalhar. Segundo ele, o médico responsável pelo procedimento, identificado como doutor Leonardo, informou que a recuperação deverá durar mais de um mês.

“Eu trabalho de domingo a domingo para sustentar minha família. Agora estou sem condições de trabalhar, sem dinheiro para comprar remédio”, disse.

Muito emocionado, ele afirmou que o golpe poderia ter terminado em tragédia ainda maior. “Meu braço foi uma proteção. Se não fosse isso, talvez ele tivesse tirado minha vida”, declarou.

O trabalhador também cobrou atuação das autoridades e disse que pretende buscar a Justiça para que o caso seja apurado. “Eu quero que ele responda pelo que fez e me indenize pelos danos morais, porque eu estou sem trabalhar”, afirmou.

Outro lado

Procurado pela reportagem, Wandiney, conhecido como “Buzuí”, apresentou sua versão sobre a confusão ocorrida na região do Porto do Bambu, em Eirunepé.

Segundo ele, tudo começou após supostas ameaças feitas pela outra parte.

“Ele ficava todo tempo me ameaçando. Depois saiu de triciclo e voltou. Quando voltou, já veio armado falando que ia me matar”, afirmou. Buzuí relatou ainda que percebeu o homem colocando a mão na pochete e, acreditando que poderia ser atacado, pegou um pedaço de madeira para se defender.

“Vi ele puxando algo da pochete. Peguei um pau para me defender na hora. Ele meteu o braço. Jamais iria deixar alguém puxar algo de uma pochete para fazer mal contra mim. Apenas me defendi em legítima defesa”, declarou.

Ele também afirmou que, após a confusão, entrou na casa da irmã para tomar café e, em seguida, foi novamente agredido, desta vez pela esposa do outro homem.“Quando sentei na beira do rio, senti uma porrada nas costas. Era a mulher dele com uma corrente. Não podia fazer nada porque ela era mulher, apenas colocava o braço para me defender”, contou.

Wandiney disse ainda que procurou espontaneamente a delegacia para prestar esclarecimentos e afirmou estar tranquilo em relação ao caso.“Fui até a delegacia explicar como aconteceu. Estou com a consciência limpa. Sou um homem trabalhador, não gosto de questão. Apenas me defendi”, concluiu.

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