Economia Nacional

Empresário relata queda nas vendas e diz que crise em Eirunepé vai além de Prefeitura: “A população também precisa entender a situação”

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Em meio às inúmeras denúncias e reclamações que vêm surgindo nos últimos dias contra a atual gestão municipal de Eirunepé, um empresário entrou em contato com o jornal Eirunepé Notícias para dar sua visão sobre a crise econômica enfrentada pela população e pelo comércio local.

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Segundo ele, as reclamações da população são legítimas, mas a situação do município envolve fatores muito maiores do que apenas a administração da Prefeitura.

“Meu comércio, por exemplo, hoje o que eu mais vendo é salsicha e arroz. Outros produtos eu não consigo mais vender como antigamente. As pessoas estão comprando só o básico mesmo”, relatou.

O empresário afirmou que a queda no poder de compra da população aumentou após cortes do governo federal e estadual, em benefícios sociais e previdenciários. De acordo com ele, muitos moradores tiveram benefícios do Bolsa Família cancelados, além de cortes em aposentadorias e auxílios do INSS, afetando diretamente a economia local.

“Tem muita gente no Amazonas inteiro que perdeu Bolsa Família. Também teve muita gente que teve benefício do INSS cortado. Isso mexe diretamente com a economia daqui”, disse.

Ele destacou ainda que Eirunepé não possui grandes fontes de geração de renda próprias, dependendo quase exclusivamente de recursos públicos e da pequena movimentação do comércio local.

“Aqui não tem indústria, não vive de turismo, não é uma cidade que gera renda própria. Eirunepé sobrevive praticamente do que governos e políticos mandam pra ela”, comentou.

Outro ponto levantado foi o alto nível de endividamento da população. Segundo o empresário, muitos funcionários públicos e comerciantes estão comprometidos com empréstimos consignados e financiamentos bancários, o que reduz ainda mais o dinheiro circulando no comércio. “Tem muito funcionário público cheio de empréstimo consignado. Empresário também pegando empréstimo. O dinheiro entra, mas já sai direto para pagar dívida”, afirmou.

Apesar das dificuldades, ele reconhece que ainda existe circulação financeira no município, citando a abertura constante de novos estabelecimentos comerciais. No entanto, acredita que a renda está concentrada e não alcança grande parte da população.

“Você vê loja nova sendo construída, comércio abrindo. Então dinheiro circula, sim. O problema é que ele não está sendo bem dividido”, declarou.

O empresário revelou ainda que sua loja já perdeu mais de 30% nas vendas nos últimos meses e alertou para a necessidade de discutir seriamente alternativas para fortalecer a economia local. “Hoje Eirunepé sobrevive praticamente do comércio e dos empregos públicos, e muitos empregos pagam pouco, precisamos resolver essa questão da economia da cidade”, finalizou.

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