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Combustíveis sob pressão! Até quando postos vão segurar novos aumentos em Eirunepé-AM?

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Com a sequência de altas nos combustíveis registrada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, surge uma dúvida que já preocupa donos de postos e consumidores, até quando será possível segurar novos reajustes?

A resposta, segundo empresários do setor, é direta!! por pouco tempo

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Os postos de combustíveis funcionam com margens relativamente apertadas e dependem diretamente dos preços repassados por distribuidoras. Quando há aumento nas refinarias ou no mercado internacional, como vem ocorrendo desde o conflito no Irã, o impacto chega rápido na ponta. Em muitos casos, os donos de postos até tentam “segurar” o preço por alguns dias para não perder clientes, mas isso tem limite.

Na prática, esse “fôlego” costuma durar de poucos dias até, no máximo, uma ou duas semanas, dependendo do estoque comprado anteriormente a um preço mais baixo. Depois disso, quando o posto precisa reabastecer, já paga mais caro, e inevitavelmente repassa ao consumidor.

Em cidades mais isoladas, como Eirunepé, a situação é ainda mais delicada. O combustível chega por via fluvial o que reduz ainda mais a margem de manobra dos empresários. Ou seja, segurar preço por muito tempo pode significar prejuízo direto.

Outro fator importante é a concorrência. Em locais com poucos postos, os reajustes tendem a ser repassados mais rapidamente. Já onde há mais disputa, alguns empresários seguram o preço por estratégia, mas não por muito tempo, porque o custo continua subindo.

Enquanto isso, o governo tenta intervir com fiscalizações, como a operação da Polícia Federal, e subsídios ao diesel. Ainda assim, o próprio mercado avalia que essas medidas não têm sido suficientes para conter a pressão internacional.

No fim das contas, o cenário é claro,
os postos não conseguem segurar aumentos por muito tempo sem comprometer o próprio negócio.

E para cidades do interior, como Eirunepé, Envira e outras, a tendência é que qualquer nova alta chegue rápido, e pese ainda mais no bolso da população.

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