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Cresce a venda de imóveis em Eirunepé: moradores Abandonam a Cidade por Falta de oportunidades e aumento da criminalidade

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A cidade de Eirunepé está passando por uma mudança silenciosa, mas alarmante: a crescente venda de imóveis por moradores que, sem perspectiva de futuro, estão deixando o município em busca de uma vida melhor em outros lugares como Manaus, Rio Branco ou cidades do Acre. O fenômeno, segundo denúncias recebidas pelo Eirunepé Notícias, está diretamente ligado à combinação explosiva de crise econômica, aumento da criminalidade e falta de oportunidades de emprego.

Embora Eirunepé não seja uma capital, muitos já descrevem o cenário atual como o de uma cidade entregue à própria sorte. Casas, terrenos e até comércios estão sendo colocados à venda com frequência cada vez maior. O que antes era um lugar de esperança e trabalho, hoje tem se tornado sinônimo de preocupação, medo e abandono.

“A crise está batendo em todo mundo”

Conversar com os comerciantes da cidade é ter um retrato real do que está acontecendo. (E ver que o o portal não está inventando mentiras como dizem), Muitos relatam queda brusca no faturamento, dificuldade em manter os negócios abertos e insegurança até mesmo para trabalhar. “A gente não sabe mais o que fazer. Venda caiu, o povo não tem dinheiro, e agora nem segurança temos mais”, diz um comerciante da região central que preferiu não se identificar.

As denúncias apontam para um agravamento da situação econômica nos últimos meses. Moradores relatam que a falta de dinheiro circulando na cidade está evidente e atinge diretamente o comércio local, o transporte, as pequenas empresas e até serviços essenciais. “Não é invenção. É só sair perguntando pros comerciantes, pros mototaxistas, pra quem vende no mercado: todos vão dizer a mesma coisa. A crise está batendo em todo mundo”, afirma outro morador.

• Criminalidade crescente

Outro fator que tem pesado nessa decisão coletiva de ‘fuga’ da cidade é o crescimento do número de roubos, furtos e a presença de drogas. Bairros que antes eram tranquilos agora registram tentativas de arrombamento e ações criminosas com frequência assustadora. Moradores dizem que têm medo de sair à noite e que muitos não se sentem mais seguros nem mesmo dentro de casa.

“Antes a gente deixava a porta encostada, hoje tem que trancar com três cadeados. Ninguém tem mais paz aqui”, lamenta uma moradora do bairro São José.

A venda de imóveis está se tornando não apenas uma saída individual, mas um sintoma coletivo de um problema mais profundo. A falta de emprego, segundo relatos, pode estar ligada à mudança de gestão ou à ausência de projetos que movimentem a economia local. Muitos ainda se perguntam se o desaparecimento das oportunidades tem relação com a saída de antigos funcionários públicos, que antes faziam a economia girar. Mas independentemente da origem, o impacto é sentido por toda a população.

“Não adianta fingir que está tudo bem. A cidade está sofrendo e o povo está indo embora. E isso dói, porque Eirunepé é a nossa casa”, desabafa uma professora aposentada.

O que vemos hoje é um reflexo do abandono, da falta de investimentos e do distanciamento entre poder público e realidade das ruas. Jovens sem esperança, famílias endividadas, casas abandonadas e uma cidade que parece viver em pausa. Muitos afirmam que não querem sair, mas sentem que não têm escolha. “Se tivesse oportunidade, ninguém sairia daqui. Mas como viver num lugar onde não tem mais futuro?”, questiona um ex-funcionário público que hoje vive de pequenos bicos.

A venda crescente de imóveis em Eirunepé é mais que uma simples movimentação do mercado: é um grito silencioso de uma população cansada de esperar por soluções. É o reflexo de uma cidade que clama por socorro, por investimentos, por segurança, por dignidade. O Eirunepé Notícias reforça que essa matéria se baseia em relatos reais da população, enviados de forma espontânea ao jornal, e está de portas abertas para ouvir também o poder público e autoridades que queiram se manifestar ou apresentar soluções.

Enquanto isso, a pergunta que ecoa nas ruas é: até quando Eirunepé vai resistir antes de se tornar uma cidade fantasma?

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