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Criminosos trocam louvores por raps de apologia ao crime dentro da delegacia de Eirunepé

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Na tarde desta segunda-feira (30), o Eirunepé Notícias recebeu um relato alarmante sobre o comportamento de presos custodiados no 7º DIP (Delegacia Interativa de Polícia) de Eirunepé, no interior do Amazonas. Conforme testemunhas que acompanham a rotina da unidade, os detentos têm adotado uma postura ousada e preocupante: entoando músicas de facção, raps com apologia ao crime e canções que exaltam o uso de drogas e a prática de homicídios.

As letras mais cantadas seriam os chamados “10 Mandamentos do Crime” e outras músicas que fazem referência direta a ações violentas, com trechos como “tem que matar mesmo”, “vou furar quando sair”, além de mensagens de incentivo ao tráfico e confrontos armados.

Ainda segundo os relatos de funcionários a mudança de comportamento é visível. “Antes eles passavam o tempo cantando louvores, falando de Cristo… hoje é só música de facção, de ameaça, de morte. A mente deles mudou, parece que perderam o medo e o respeito”, afirma um servidor.

Apesar disso, a Polícia Civil tem reforçado que a situação está sendo monitorada de perto. O policial Márcio, que atua no local, declarou que o crime não vai se criar dentro da delegacia:

“Estamos de olho, acompanhando tudo 24 horas por dia. Nenhuma atitude passa despercebida. O crime aqui não vai se organizar.”

A Polícia alerta que atitudes como essas, de exaltação ao crime dentro de uma unidade policial não serão toleradas e que os responsáveis já estão sendo identificados e terão agravantes em seus processos.

A situação serve de alerta para as autoridades locais, especialmente diante da influência que a música tem exercido dentro dos presídios como uma forma de comunicação e afirmação de poder. O uso de letras agressivas e ligadas ao crime tem preocupado não apenas a segurança pública, mas também a sociedade em geral, que teme que esse tipo de ideologia esteja ganhando força entre os jovens do município.

O Eirunepé Notícias continuará acompanhando de perto os desdobramentos do caso e reforça o papel da população em denunciar comportamentos suspeitos, colaborando com a manutenção da ordem e da paz na cidade.

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