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Eirunepeense era um dos chefes do (CV), que controlava o tráfico de drogas no Amazonas, conheça “Gringo”, morto em megaoperação no Rio de Janeiro

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Francisco Myller Moreira da Cunha, conhecido no mundo do crime como “Gringo”, nasceu em Eirunepé, no interior do Amazonas, e completou 32 anos um dia antes de ser morto durante uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em mais de uma centena de mortes ligadas à facção Comando Vermelho.

Segundo informações da Justiça do Amazonas, Gringo era considerado um dos chefes do tráfico de drogas em Manaus e estava foragido desde abril de 2024, após ter um mandado de prisão expedido em razão de uma condenação de 34 anos e 10 meses pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa.

De acordo com o inquérito policial que deu origem à denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), Gringo foi apontado como um dos autores do assassinato de Samuel Paz de Andrade, ocorrido em 8 de agosto de 2021, em Manaus.

Na ocasião, Gringo e outras cinco pessoas teriam invadido a residência da vítima durante a madrugada e executado Samuel com diversos tiros enquanto ele dormia. A vítima não teve qualquer chance de defesa. O crime teria sido motivado por conflitos entre facções criminosas rivais, que disputavam o controle de áreas de tráfico de drogas na capital.

Desde então, Gringo passou a atuar de forma mais discreta, mudando-se para o Rio de Janeiro, onde teria se integrado à estrutura da facção Comando Vermelho, grupo com o qual já mantinha ligações anteriores.

Durante a megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro, que aconteceu na terça-feira, 28 de outubro de 2025, o eirunepeense foi localizado e morto em confronto com a polícia. A operação teve como objetivo desarticular células criminosas interestaduais e apreender armas, drogas e veículos usados pelas organizações.

Com a morte de Gringo, as autoridades consideram encerrada uma das principais ramificações da facção amazonense atuante em Manaus e no Rio de Janeiro. A Polícia Civil do Amazonas deve agora colaborar com as investigações no estado fluminense para confirmar eventuais ligações diretas entre as lideranças locais e o grupo carioca.

O caso chama atenção pelo envolvimento de um eirunepeense em uma rede de criminalidade de alcance nacional, que mostra como o tráfico de drogas transcende fronteiras regionais e se organiza de forma cada vez mais estruturada no país. O Portal Eirunepé Notícias está acompanhando novos casos, e possíveis nomes de outros criminosos da região envolvidos.

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