A crise econômica que assola o município de Eirunepé-AM tem atingido em cheio os pequenos comerciantes locais. Um dos setores mais prejudicados é o dos açougueiros, que enfrentam um verdadeiro colapso nas vendas de carne. Segundo relatos colhidos pelo Eirunepé Notícias, a maioria das vendas tem sido feitas “no fiado”, popularmente chamado de “caderninho”, com promessas de pagamento no final da semana ou, para alguns poucos clientes de extrema confiança, apenas no fim do mês.
Apesar de algumas tentativas de promoção e descontos, os açougueiros relatam que a venda não melhora. O consumo está tão baixo que muitos não conseguem girar o estoque. A carne de primeira ainda é a mais procurada, mas os outros cortes estão praticamente encalhados. “Tá difícil vender até osso, quanto mais músculo ou costela. A situação é crítica”, comentou um comerciante do bairro de Fátima, que preferiu não se identificar.
Mas o drama não para por aí. Quem trabalha com lanches, sanduíches e pequenas refeições também sente o baque. Vários microempreendedores relataram à nossa equipe que, muitas vezes, estão vendendo apenas para não deixar o produto estragar. “Não dá nem pra falar em lucro, é só pra não perder mercadoria”, disse um vendedora de sanduíche do centro da cidade.
A falta de circulação de dinheiro é visível em todos os setores. A economia local parece ter parado no tempo. A cidade não gira. A falta de incentivo, o abandono por parte de instituições bancárias e o descrédito generalizado com os comerciantes eirunepeenses agravam ainda mais o cenário.
Além da crise financeira, o desemprego está em alta e o povo sofre calado. A situação chegou a tal ponto que muitos moradores já descrevem o cenário como de falência total. Uma terra sem oportunidades, sem apoio e sem perspectiva.
Diante disso, fica a pergunta que ecoa nas ruas, nas feiras e nas esquinas: até quando Eirunepé vai continuar abandonada, ignorada e à beira do colapso?

