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Hospital lotado, postos sobrecarregados e até quando Eirunepé ficará sem ter uma UPA 24 Horas?

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Eirunepé já ultrapassou a marca de um século de história e segue crescendo, mas uma pergunta continua sendo feita por muitos moradores e até por profissionais da saúde, o que falta para o município conquistar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas?

Atualmente, quem precisa de atendimento de urgência acaba recorrendo, na maioria das vezes, ao Hospital Regional ou a algumas Unidades Básicas de Saúde que, diante da grande demanda, acabam funcionando além da rotina tradicional. Um exemplo é o posto, PAC Padre Antônio Cremer, que em diversos momentos presta um atendimento que se aproxima do papel desempenhado por uma UPA, buscando atender a população até em horários estendidos.

Mesmo com esse esforço dos profissionais, a realidade mostra que as unidades básicas foram criadas para a atenção primária à saúde, enquanto uma UPA possui estrutura voltada especificamente para urgências e emergências de média complexidade, funcionando 24 horas por dia e ajudando a reduzir a sobrecarga dos postos e hospital.

A implantação de uma UPA poderia representar mais agilidade no atendimento, melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde e maior conforto para a população. Além disso, desafogaria o Hospital Regional, permitindo que os casos de maior gravidade recebessem ainda mais atenção.

Diante desse cenário, fica o questionamento, por que Eirunepé ainda não possui uma UPA? Existem entraves técnicos, financeiros ou administrativos? Há projetos em andamento ou a proposta ainda não entrou na pauta das autoridades?

A população merece respostas e, acima de tudo, planejamento. Um município do porte de Eirunepé precisa discutir investimentos que fortaleçam a rede pública de saúde e acompanhem o crescimento da cidade.

O Eirunepé Notícias abre espaço para que a Prefeitura de Eirunepé, a Secretaria Municipal de Saúde e o Governo do Amazonas possam se manifestar sobre o assunto, esclarecendo se existe algum estudo ou projeto para a implantação de uma Unidade de Pronto Atendimento no município.

Afinal, investir em saúde não é apenas construir prédios. É garantir atendimento digno, reduzir filas, salvar vidas e oferecer mais qualidade de vida para quem mais precisa.

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