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Mulher denuncia retirada injusta de cães em Eirunepé-Am, e pede ajuda para recuperar os animais
Uma moradora do bairro Aparecida, em Eirunepé-AM, está mobilizando a internet após relatar que teve três cães retirados de sua residência por agentes da Polícia Civil e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sem mandado judicial ou comprovação legal de maus-tratos.

O caso aconteceu entre os dias 2 e 3 de julho de 2025, quando as autoridades compareceram à casa da mulher, alegando que o local era alvo de investigação e que os cães, um pitbull e dois chow-chow, estariam em situação de maus-tratos. A versão da polícia aponta que a residência também era usada como ponto de venda de drogas e que os animais estariam sendo mantidos em ambiente insalubre, segundo boletim divulgado após a ação.
No entanto, a proprietária dos animais contesta duramente essa versão. Em um desabafo publicado nas redes sociais, ela afirma que seus cães sempre foram bem alimentados, hidratados, protegidos e amados, e que a retirada foi feita sem laudo veterinário, sem ordem judicial e sem chance de defesa. Segundo ela, no primeiro dia da tentativa de entrada, negou acesso à casa por não haver mandado, o que é um direito constitucional. No dia seguinte, os cães foram levados.
“Quem ama e cuida de um animal sabe identificar um cachorro maltratado, os meus não eram. Tinham comida, água, abrigo e, acima de tudo, carinho”, escreveu.
A denúncia mais grave veio em seguida: ao procurar a delegacia, a mulher afirma que foi informada de que os animais já haviam sido doados, sem comunicação prévia, direito à contestação ou sequer exame técnico que atestasse maus-tratos.

Desde então, ela tem feito postagens na internet denunciando o que considera abuso de autoridade e injustiça, e pedindo o apoio de pessoas que já passaram por situação semelhante ou que defendem os direitos dos animais e da cidadania.
“Quantos animais estão nas ruas em situação real de abandono, fome e maus-tratos e nunca são resgatados? Por que os meus, bem cuidados e protegidos, foram arrancados de mim dessa forma?”, questiona em sua publicação.
• O QUE DIZ A LEI?
A Constituição Federal garante que ninguém será privado de seus bens ou de sua liberdade sem o devido processo legal. A remoção de animais por suspeita de maus-tratos deve, conforme a legislação vigente, ser acompanhada de laudo veterinário, registro fotográfico, boletim de ocorrência e, em regra, ordem judicial, salvo situações de flagrante e risco iminente à vida dos bichos.
A Lei 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais, prevê penas para quem comete maus-tratos, mas também exige que o direito à ampla defesa do tutor seja respeitado.
No caso de Eirunepé, ainda não houve manifestação pública da Secretaria de Meio Ambiente sobre o destino dos cães. Já a Polícia Civil alegou, em nota anterior, que os animais estavam em local associado ao tráfico de drogas e em situação precária.
• REPERCUSSÃO E APELO DA DONA
A postagem da proprietária tem ganhado força nas redes sociais, principalmente entre defensores dos direitos dos animais. Ela pede que as autoridades revejam a decisão e que seus cães sejam devolvidos.
“Eu quero meus cachorros de volta. Eu quero respeito. Eu quero ser ouvida”, finaliza.
O Eirunepé Notícias continua acompanhando o caso e se coloca à disposição para ouvir a versão das autoridades municipais, incluindo a Secretaria de Meio Ambiente e a Delegacia de Polícia Civil.
Caso você tenha presenciado a retirada dos animais ou possua informações relevantes, entre em contato com nossa redação ou envie mensagem via WhatsApp.