Esportes
Polêmica no Futsal de Eirunepé: Denúncia de irregularidade gera revolta entre clubes
Uma polêmica esquentou os bastidores do Campeonato Municipal de Futsal da 1ª Divisão de Eirunepé. Na quarta rodada da competição, a equipe do Criciúma entrou em quadra com três jogadores considerados “de fora”, contrariando uma regra aprovada no início do campeonato que limita a inscrição de apenas dois atletas não naturais ou não residentes da cidade.
A regra havia sido discutida e acordada em uma reunião oficial, com a presença de todos os presidentes dos clubes participantes. A medida visava fortalecer os atletas locais e promover um equilíbrio competitivo entre as equipes. No entanto, ao que tudo indica, a norma foi desrespeitada e o que deveria ser um simples cumprimento do regulamento acabou se transformando em um caso de favoritismo, silêncio institucional e revolta coletiva.
• O caso Criciúma
A equipe do Criciúma inscreveu três jogadores de fora. A justificativa apresentada pela direção do clube é que um dos atletas, embora oriundo de outra cidade, estaria prestando serviços temporários à Prefeitura Municipal de Eirunepé, o que, segundo o clube, o tornaria um “Eirunepense de direito”. A argumentação, no entanto, não encontra respaldo na regra original, que não previa exceções desse tipo, sendo clara ao limitar a dois os jogadores de fora.
A equipe do Nacional, sentindo-se prejudicada, protocolou um pedido formal à Liga Eirunepeense de Desportos Amadores (LEDA), solicitando a penalização da equipe do Criciúma pela infração. Para surpresa dos dirigentes e torcedores, o pedido foi sumariamente ignorado. Nem sequer uma resposta por escrito foi oferecida. O silêncio da entidade organizadora levantou sérias dúvidas sobre a imparcialidade da gestão atual.
• Reunião entre clubes e repúdio coletivo
Na manhã da última quarta-feira (18), foi realizada uma reunião com os presidentes das equipes da primeira divisão. A maioria dos dirigentes se posicionou firmemente contra a tolerância da infração e exigiu uma postura ética e coerente da LEDA.
Mesmo com o apoio majoritário ao cumprimento do regulamento, o presidente da LEDA manteve sua decisão de não penalizar o Criciúma. Segundo relatos, sua palavra foi a única que prevaleceu, gerando indignação entre os dirigentes, atletas e torcedores. A sensação geral é de que houve proteção a um clube específico, em detrimento da lisura e da credibilidade do campeonato.
• Bastidores suspeitos
O que causou ainda mais estranheza foi um episódio ocorrido na sexta-feira (20), anterior à decisão final. De acordo com testemunhas, o presidente da LEDA recebeu em sua sala uma visita de pessoas influentes da cidade entre eles, um secretário e um subsecretário municipal de áreas alheias ao esporte.
O encontro, feito a portas fechadas, durou cerca de uma hora. Coincidentemente, após a reunião, o presidente da Liga anunciou que “estava tudo legalizado” com a situação do Criciúma, dando aval para que o time continuasse com os três jogadores de fora, mesmo em desacordo com o regulamento inicial.
Essa sequência de eventos gerou especulações e alimentou a desconfiança quanto à lisura do processo. Muitos enxergam na mudança de postura uma possível interferência externa no andamento da competição.
• Clima de tensão e pedido por justiça
A crise instaurada lança uma sombra sobre a credibilidade da LEDA e a transparência do campeonato. Clubes que se esforçaram para cumprir as regras, respeitando os limites impostos desde o início, agora se sentem lesados e desrespeitados.
Dirigentes já cogitam levar o caso à esfera jurídica ou solicitar a mediação de entidades estaduais de esporte, caso a situação não seja revista. Enquanto isso, o torcedor eirunepeense assiste a tudo com indignação, temendo que a política e os interesses paralelos contaminem o que deveria ser uma competição justa, saudável e voltada à valorização do esporte local.
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