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Representantes da OAB, MPAM e Polícia Cívil afirma que não foram encontrados indícios de tortura em presos na delegacia de Eirunepé-AM

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Após denúncias áudios e vídeos que circularam nas redes sociais sobre supostas agressões e maus-tratos contra detentos na delegacia de Eirunepé-AM, o representante da OAB e advogado criminalista José Márcio Tabosa da Silva foi a delegacia na tarde desta quarta-feira (13/05), trazendo esclarecimentos sobre as denúncias que circulavam.

Segundo José Márcio, participaram da vistoria o promotor de Justiça Dr. Cláudio, o delegado Dr. Ramon Improta, o advogado Dr. Rafael, além dele próprio representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Durante a visita, o grupo teria realizado questionamentos relacionados às condições dos presos e possíveis denúncias de agressão.

De acordo com o advogado, nenhum indício de tortura ou violência física foi identificado durante a inspeção. Ele afirmou ainda que conversou com seus clientes dentro da unidade e, segundo os relatos recebidos, nenhum preso teria sofrido agressões.

Outro ponto esclarecido foi a retirada temporária dos colchões das celas, situação que vinha gerando repercussão entre familiares dos detentos. Conforme explicou José Márcio, os colchões precisaram ser retirados porque o piso das celas foi molhado durante uma operação para tentar localizar possíveis aparelhos celulares escondidos nas dependências da delegacia.

Ainda segundo ele, os colchões deverão ser devolvidos aos presos a partir desta quinta-feira (14/05), com exceção de dois detentos que teriam assinado um documento recusando o material, para fazer travesseiro.

O representante da OAB também comentou sobre a possibilidade de transferência de alguns presos considerados mais problemáticos. Segundo ele, a medida seria necessária principalmente após episódios de fuga e danos nas estruturas das celas, o que acabou obrigando a polícia a reorganizar os internos em espaços menores e mais apertados.

José Márcio afirmou ainda que seriam falsas as informações divulgadas em áudios e vídeos que apontavam espancamentos e presos passando vários dias sem alimentação. Segundo ele, a equipe presente na vistoria não encontrou qualquer situação que confirmasse essas denúncias.

“Todos os meus clientes, nenhum sofreu agressão. Graças a Deus, isso não teve tortura, pelo menos foi o que eles disseram”, declarou o advogado durante a entrevista ao Portal Eirunepé Notícias.

O caso continua gerando repercussão em Eirunepé, principalmente entre familiares dos presos, enquanto as autoridades seguem acompanhando a situação dentro da delegacia, porém um ponto tem que ser destacado, as autoridades estão mantendo a ordem e a segurança a Eirunepé-AM.

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