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Seca atinge mais de 109 mil famílias e mantém Eirunepé e outros 41 municípios em emergência no Amazonas

A estiagem no Amazonas já afeta mais de 109 mil famílias e mantém 42 municípios em situação de emergência, segundo dados do Boletim de Estiagem do Estado. O cenário preocupa autoridades e moradores diante dos impactos da seca sobre os rios, o abastecimento e a rotina da população.

Entre os municípios afetados está Eirunepé, no interior do Amazonas, que permanece na lista de localidades em situação de emergência. A estiagem dificulta a vida de comunidades que dependem dos rios para transporte, acesso a serviços e deslocamento entre localidades.

O monitoramento estadual também aponta problemas na qualidade do ar provocados por incêndios florestais. Nesta quinta-feira (22), o Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas (Cemoa) emitiu um alerta para 16 municípios com qualidade do ar classificada entre ruim e muito ruim, devido à concentração de partículas finas de poluição na atmosfera.

A lista inclui cidades como Manaus, Boca do Acre, Parintins, Maués e Autazes. O alerta tem validade até a manhã desta sexta-feira (23).

Para combater as queimadas e enfrentar os efeitos da estiagem, o Governo do Amazonas mobiliza cerca de 1,5 mil bombeiros militares e brigadistas, com apoio de 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Estado.

Entre 1º de junho e 21 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.803 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 23.551 focos de incêndio em todo o estado.

As ações incluem fiscalização ambiental, monitoramento por satélite, contratação de brigadistas e restrições ao uso do fogo por 120 dias, respeitadas as exceções previstas em lei.

Enquanto as medidas de combate às queimadas seguem em andamento, os municípios afetados continuam enfrentando os desafios da estiagem, que exige atenção das autoridades e acompanhamento constante dos impactos sobre as comunidades amazonenses.

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