Cultura
Vídeo: Eirunepé 130 anos pra nada? A cidade ignora o próprio potencial enquanto vizinhos crescem com o turismo
Eirunepé, no coração do Juruá amazonense, completará 131 anos em 2025. Uma data que deveria ser motivo de comemoração e orgulho, mas que nos convida à reflexão: o que, de fato, evoluímos nesse tempo? A cidade parece estagnada, presa à própria história, enquanto ignora as riquezas naturais e culturais que poderiam colocá-la no mapa do turismo e da economia sustentável.
Um paraíso esquecido pelo poder público
Cadê o “lago dos portugueses”? Por que não é divulgado?. Ou outros balneários da água escura e vegetação densa, cadê as lendas e histórias do povo local, cadê a nossa gastronomia? Será que seremos sempre uma cidade provisória em que a pessoa vem aqui, só faz o seu trabalho e vai embora?
Enquanto isso, nossos vizinhos do Acre, que cresceram graças ao Amazonas, porém souberam aproveitar tudo, com união e pensamento coletivo…
O cenário é diferente. Cidades do Acre, como Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul, que estão próximos a nós, lutaram em equipe e Com projetos simples, investiram no turismo comunitário, artesanato, gastronomia e trilhas ecológicas e conseguem atrair semanalmente visitantes nacionais e até estrangeiros. A presença de turistas movimenta a economia local, gera empregos, valoriza a cultura e preserva o meio ambiente.
Esses locais, são promovidos como destino turístico regional, veja os vídeos
Em Mâncio Lima- Parque Nacional Serra do Divisor
Em Cruzeiro do Sul- Balneário Igarapé Preto
Cruzeiro do Sul- Rio Croa
Enquanto isso, em Eirunepé, esperamos o quê? Que a cidade se promova sozinha?
Turismo: um caminho para o desenvolvimento sustentável e investir em turismo não é luxo, é estratégia. É criar alternativas de renda para as comunidades ribeirinhas, é valorizar o que temos de melhor: nossa floresta, nossos rios, nossas tradições. O turismo ecológico, cultural e de aventura poderia ser um novo motor para Eirunepé, mas falta iniciativa. Será preguiça do poder público? Ou o setor privado, como os hoteleiros e comerciantes, também falham ao não mostrar ao mundo o que temos?
Afinal, quantos hotéis locais têm pacotes turísticos? Quantos promovem roteiros ou fazem parcerias com agências? Quantos políticos pensam além das obras eleitoreiras?
Eirunepé precisa acreditar em si mesma
Com 130 anos de história, Eirunepé deveria estar liderando o turismo no sudoeste do Amazonas. Mas a verdade é que estamos apagados, esperando que algo mude sem fazer nada.
É hora de virar essa página. A população precisa cobrar. O setor privado precisa se mexer. O poder público precisa agir. Se nossos vizinhos conseguem fazer tanto com tão pouco, por que nós, com tanto, continuamos parados?