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Falta de juízes no interior do Amazonas preocupa população e afeta acesso à Justiça em cidades como Eirunepé

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A falta de juízes em diversas cidades do interior do Amazonas continua sendo um dos principais desafios para quem busca acesso rápido à Justiça. Mesmo com a previsão de posse de mais de 23 novos magistrados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) neste mês, a realidade enfrentada por muitos moradores ainda é marcada pela demora na análise de processos e pela ausência frequente de profissionais nas comarcas.

O problema ganhou destaque após um caso registrado no município de Careiro, onde um pai denunciou a demora da Justiça em analisar um pedido de prisão contra um homem acusado de estuprar sua filha, atualmente com 15 anos. Segundo ele, a família vive angustiada enquanto aguarda uma resposta judicial.

O próprio presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, reconheceu recentemente que quase metade das comarcas do interior enfrenta problemas relacionados à falta de juízes titulares.

Em Eirunepé, a situação também gera preocupação entre moradores que dependem da atuação do Poder Judiciário para resolver questões familiares, criminais, trabalhistas e outras demandas importantes. A ausência ou insuficiência de magistrados e promotores pode resultar em atrasos nos processos, audiências remarcadas e maior dificuldade para a população obter respostas rápidas da Justiça.

A expectativa é que a chegada dos novos juízes ajude a reduzir o déficit existente nas comarcas do interior. No entanto, ainda não foi divulgado oficialmente quais municípios serão contemplados com os novos magistrados.

Enquanto isso, milhares de amazonenses seguem aguardando que a Justiça esteja cada vez mais presente e acessível em cidades distantes da capital, garantindo que direitos sejam assegurados sem a necessidade de longas esperas.

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