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“Frio, Fome e Abandono: Vídeo Mostra a frieza das Ruas de Eirunepé para Uma Criança”

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Um vídeo que vem circulando nos grupos de WhatsApp e redes sociais tem gerado revolta e comoção em Eirunepé. As imagens mostram uma criança enrolada em saco plástico e papelão, deitada em uma grama no chão, em aparente situação de abandono. O vídeo é narrado por uma mulher que, consternada, diz:
“Olha aí, Eirunepé tá precisando de uma casa de apoio. Tu tá com frio, menino?”
A criança, com a voz baixa e tímida, responde que sim, e confirma que não tem nem um lençol para se cobrir.

A cena escancara um problema social grave: o crescente número de crianças e adolescentes vivendo nas ruas da cidade, muitos deles, infelizmente, já envolvidos com drogas e sem qualquer tipo de acompanhamento social ou psicológico.

Moradores relatam que situações como essa estão se tornando comuns, principalmente nos arredores de feiras, mercados e praças. Crianças e adolescentes são vistos pedindo comida, catando papelão ou simplesmente tentando sobreviver ao abandono.

Apesar dos esforços isolados de algumas instituições e da atuação eventual de conselhos e agentes sociais, Eirunepé ainda não conta com uma estrutura formal de acolhimento, como uma Casa de Passagem ou Casa de Apoio, que ofereça abrigo emergencial, alimentação, banho, e principalmente, dignidade.

A repercussão do vídeo levantou debates importantes nas redes:
🔹 Até quando vamos ignorar essas vidas invisíveis?
🔹 Por que ainda não temos uma política pública eficaz para acolher nossas crianças em risco?
🔹 Quantos mais precisarão dormir nas calçadas para que algo seja feito?

A sociedade civil começa a se mobilizar, e muitos acreditam que esse vídeo pode ser o estopim para que autoridades finalmente se sensibilizem e tomem providências urgentes. Afinal, uma cidade que permite que suas crianças durmam nas ruas, sem amparo, está falhando gravemente com seu futuro.

O grito da rua ecoa nas redes, mas precisa chegar aos ouvidos de quem pode transformar essa realidade.

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