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Eirunepé-Am ainda em estado de emergência Mas cadê a cheia?

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Mesmo sem ter registrado cheia significativa em 2025, o município de Eirunepé segue oficialmente em estado de emergência. A decisão, decretada pela Prefeitura, foi baseada na previsão de aumento do nível do rio Juruá, que chegou a marcar 16,46 metros uma marca considerada preocupante, mas não causou inundações severas nem grandes prejuízos visíveis na área urbana.

A dúvida que paira hoje entre moradores, autoridades locais e imprensa independente é uma só: Se a cheia não se confirmou, por que Eirunepé continua em emergência até agora?

Decretar situação de emergência é uma medida legítima e, em muitos casos, necessária. Ela permite maior agilidade na contratação de serviços, dispensa de licitação em casos específicos, e acesso a verbas federais. No entanto, quando essa ferramenta é mantida sem que haja uma situação real que a justifique, o que se instala é a insegurança administrativa, a desconfiança popular e a falta de transparência.

A única ajuda concreta registrada até agora foi a entrega de alimentos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com dois envios: um em abril, no valor de R$ 111 mil, com a compra de 2,9 toneladas de alimentos da agricultura local; e outro logo depois, no valor de R$ 21,3 mil, com mais 2,5 toneladas de produtos. No total, cerca de 500 famílias foram beneficiadas. A ação foi válida, mas pontual e muito aquém do que se espera diante de um decreto de emergência oficial.

Mesmo assim, não houve distribuição de kits humanitários, nem envio de barracas, filtros, colchões ou apoio técnico. O que se vê é um decreto ainda em vigor, mas sem ações compatíveis com o que o povo esperaria de uma “emergência real”.

Essa contradição precisa ser debatida publicamente:
➡️ Estaria o município utilizando o decreto apenas para movimentar verbas sem prestar contas ao povo?
➡️ Qual o critério para manter a emergência se o cenário de desastre não se confirmou?
➡️ Quem está monitorando o uso desses recursos?

Enquanto isso, o povo de Eirunepé observa, questiona e espera. A pergunta que ecoa nas redes sociais, nas esquinas é clara: “Se não teve cheia… por que seguimos em emergência?”

A comunidade merece respostas, com clareza, com documentos, com dados. Porque decreto sem transparência não é proteção: é incerteza.

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