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Ponte do Giriba: um reflexo do abandono e da urgência por políticas públicas em Eirunepé-AM

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Debaixo de uma ponte de madeira, no bairro conhecido como Giriba, em Eirunepé-AM, a cena é silenciosa, mas grita por atenção: um jovem dorme no chão, em plena luz do dia, vestindo o que parece ser o resto da dignidade que a vida ainda não conseguiu arrancar. Segundo relatos enviados à nossa equipe, é comum que usuários de drogas passem as noites nesse local, consumindo entorpecentes, e que, durante o dia, permaneçam dormindo, expostos ao sol, à chuva e à indiferença social.

Mais do que uma simples denúncia, a imagem registrada por populares expõe uma ferida aberta que muitos preferem ignorar: o avanço da dependência química, a ausência de centros de recuperação, a falta de ações de saúde mental e, sobretudo, a negligência com a juventude esquecida da periferia.

É fácil apontar o dedo. Difícil é lembrar que, por trás de cada dependente, há uma história, uma dor, uma família em pedaços. E que, muitas vezes, o caminho para a rua começa com um problema não tratado, um abandono escolar, um trauma ignorado. As pontes de Eirunepé, que deveriam ligar caminhos, estão sendo usadas como abrigo de desamparo.

A comunidade pede providências. Mas mais que repressão, o que se espera é uma resposta humana, social e justa. Projetos de prevenção, campanhas de acolhimento, atendimento psicológico, educação continuada e, sobretudo, vontade política.

Até quando vamos naturalizar a presença de jovens largados sob as pontes da cidade? Até quando vamos permitir que a juventude de Eirunepé vire estatística?

O Eirunepé Notícias segue aberto ao diálogo e reforça: falar sobre isso é urgente. Fingir que não existe é contribuir com o silêncio que mata.

Se você tem sugestões, denúncias ou propostas que possam ajudar a transformar essa realidade, fale com a gente.

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