Geral
Vídeo: Mãe denúncia diretora de humilhar criança com necessidades especiais em Eirunepé-AM
Uma mãe procurou o portal Eirunepé Notícias para relatar uma grave denúncia envolvendo o tratamento dado a seu filho, uma criança com necessidades especiais, na Escola Municipal Fábio Lucena, localizada em Eirunepé-AM.
Segundo a denúncia, a criança, que apresenta dificuldades na fala e na aprendizagem, vinha se recusando a frequentar a escola nos últimos dias. A mãe, preocupada com a resistência do filho, buscou entender o motivo e, com muito esforço de comunicação, ouviu do próprio menino que não queria mais ir à escola por causa da “diretoria” que o obrigava a copiar as tarefas do quadro.
Ao visitar a escola nesta semana, a mãe afirma ter confirmado que quem estava fazendo isso era, de fato, a diretora da unidade, e não apenas algum funcionário da secretaria. De acordo com o relato, a diretora teria dito em voz alta que a criança “não fazia as tarefas porque era preguiçoso” e que “não tinha problema nenhum, só dificuldade na fala”.
A mãe, indignada, destacou que seu filho não está sem acompanhamento: “Todo dia eu levo ele pra consulta, levo no psicólogo, na neuro, na terapia. Tenho laudos, tenho os papéis da fisioterapia, do psicólogo, laudos da telemedicina. Como uma diretora se acha no direito de chamar meu filho de preguiçoso? Isso é desumano”.
Ainda segundo o relato, a mãe procurou o secretário municipal de educação, Galdino, mas afirma que nenhuma providência foi tomada até o momento. “Nem sequer colocaram um atendente para acompanhar meu filho dentro da sala, mesmo eu já tendo solicitado”, desabafa.
O caso expõe uma realidade ainda sensível nas escolas públicas do interior do Amazonas, onde alunos com deficiência ou necessidades específicas muitas vezes não contam com o devido apoio pedagógico e psicológico garantido por lei.
•Direito garantido por lei
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) garante o direito à educação inclusiva em todos os níveis e modalidades, com acompanhamento individualizado sempre que necessário. Além disso, qualquer forma de discriminação ou exposição vexatória por parte de profissionais da educação é considerada infração grave.
• Apelo às autoridades
A mãe faz um apelo direto ao Ministério Público, ao Conselho Tutelar, à Promotoria da Infância e Juventude e ao prefeito de Eirunepé para que investiguem a conduta da diretora e tomem providências urgentes. “Meu filho tem direito a estudar com dignidade, ser respeitado, ser acolhido. Não é um problema de comportamento, é um direito de criança”, finaliza.
O Eirunepé Notícias se coloca à disposição para ouvir a direção da Escola Fábio Lucena, a Secretaria Municipal de Educação e demais envolvidos para esclarecimentos.
Seguiremos acompanhando o caso e dando voz à população.