Justiça

Após quatro anos depois, padrasto que estuprou e matou a enteada de 13 anos em Eirunepé será julgado em Manaus

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Quase quatro anos depois de um dos crimes mais brutais já registrados em Eirunepé, o homem acusado de estuprar e matar a própria enteada de apenas 13 anos finalmente vai a julgamento. O réu, Antônio Sirlande Coelho da Silva, será submetido a júri popular no dia (28/11) deste ano, em Manaus, segundo informações repassadas ao Portal Eirunepé Notícias.

O caso aconteceu em 17 de novembro de 2021 e chocou toda a cidade de Eirunepé. Na época, Sirlande, então com 28 anos, foi preso em flagrante após abusar sexualmente e matar a facadas a adolescente Myrella Eloiza da Costa Lima, sua enteada, dentro da casa onde moravam, no bairro São José.

De acordo com a Polícia Civil, o homem já vinha praticando abusos contra a menina há algum tempo. Durante o último ataque, Myrella teria ameaçado contar à família, e foi então que o acusado desferiu uma facada na altura do pescoço e outras 20 por todo o corpo da vítima, que morreu na hora.

Logo após o crime, Sirlande tentou tirar a própria vida, desferindo golpes de faca contra o abdômen, mas foi socorrido e levado para o Hospital Regional Vinícius Conrado, onde sobreviveu.
A notícia causou grande revolta popular, dezenas de moradores se aglomeraram em frente ao hospital pedindo justiça e clamando pela memória da adolescente.

Na noite do dia seguinte, o juiz de direito Jean Carlos Pimentel dos Santos, da vara única da comarca de Eirunepé, converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, reconhecendo a gravidade do crime e a necessidade de manter o acusado preso para garantir a ordem pública.

Agora, 4 anos depois, o caso chega ao Tribunal do Júri, desta vez em Manaus, onde Antônio Sirlande Coelho da Silva será julgado pelos crimes de feminicídio e estupro de vulnerável.

O processo foi deslocado para a capital por razões de segurança e estrutura judicial. A expectativa é de que o julgamento atraia atenção de todo o estado, especialmente da população de Eirunepé, que acompanha o caso desde o início e ainda carrega viva a lembrança da menina Myrella.

O crime, considerado um dos mais cruéis já cometidos no município, continua sendo lembrado com tristeza e indignação. Agora, com o júri marcado para o dia 28 de novembro de 2025, Eirunepé e o Amazonas aguardam o desfecho judicial de uma história que marcou toda uma cidade, o Eirunepé Notícias acompanhará o caso e trará todas as informações.

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