Justiça
CASO DE NEGLIGÊNCIA MÉDICA: Polícia Civil de Eirunepé leva médico à delegacia após bebê ficar em estado grave e vir a óbito, Veja o vídeo
A madrugada deste sábado (22/11) foi marcada por uma grave denúncia envolvendo a ausência de um médico de plantão do Hospital Regional de Eirunepé, durante um parto de emergência. A situação terminou com o bebê em estado crítico e horas depois, vindo a óbito, gerando comoção, revolta e a mobilização imediata da Comissão de Saúde do município.
Segundo informações apuradas, a paciente deu entrada ainda de madrugada, precisando de atendimento urgente devido ao risco no parto. O médico responsável pelo plantão e sobreaviso, identificado como Dr. Humberto, não foi localizado pela equipe do hospital, apesar das diversas tentativas de contato. Ele só respondeu por volta das 9h da manhã, muitas horas após o início da emergência.
Com a ausência do profissional, a equipe do hospital precisou agir de forma emergencial para tentar salvar a mãe e a criança. O quadro do bebê rapidamente evoluiu para estado grave, culminando, infelizmente, no óbito.
Assim que a comissão de saúde da câmara municipal foi informada, os vereadores Antilde José Gomes (presidente), Rarrá (relator) e Ray (membro) foram imediatamente ao hospital cobrar providências. A direção informou que o diretor da unidade estava desde a madrugada tentando realizar todos os procedimentos possíveis para localizar o médico indo várias vezes em sua casa.
Diante da gravidade do caso, os vereadores solicitaram formalmente à Polícia Civil que conduzisse o médico à delegacia para prestar esclarecimentos e quem sabe até fazer o pedido de prisão preventiva. O pedido foi atendido ainda pela manhã. O médico foi levado pela equipe policial a tarde por volta das 15:30hrs, até o momento, a Polícia Civil não informou quais medidas serão adotadas após o depoimento.
A família, muito abalada com a perda do bebê, relatou ao Eirunepé Notícias que esta é a primeira vez que vê um médico sendo conduzido pela polícia para responder por suposta negligência. Parentes agradeceram publicamente a atuação dos vereadores, destacando que, apesar da dor, finalmente sentem que alguém está lutando para que situações como essa não voltem a acontecer.
Segundo um familiar muito abalado e que preferiu não se identificar falou; “É a primeira vez que vemos isso. Sempre aconteceu erro, sempre teve descaso, mas nunca tinha acontecido de um médico ser responsabilizado e levado pela polícia. Hoje a gente viu os vereadores correndo atrás e isso dá força pra nossa família.”
Os vereadores afirmaram que, se ficar comprovada negligência, irão acionar o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina para que o caso tenha consequências reais. Eles afirmam que o profissional já teria histórico de ausências anteriores.
O hospital informou que prestou todo o apoio à mãe, incluindo suporte psicológico, e que toda a equipe se mobilizou para tentar reverter o quadro do bebê, mas a demora no atendimento comprometeu gravemente a situação.
O caso segue em investigação e continuará sendo acompanhado pela Comissão de Saúde, pela Polícia Civil e pela gestão municipal. A família aguarda respostas e justiça.