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Após dois anos, (Cenipa) afirma que investigação sobre acidente aéreo no Acre que matou seis eirunepeenses está 60% concluída
Exatos dois anos após o trágico acidente aéreo que vitimou eirunepeenses e outras pessoas no Acre, a investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não foi concluída. De acordo com informações oficiais, a apuração segue em andamento e já atingiu 60% de progresso, avançando apenas 5% no último ano.
A tragédia é considerada a maior do Acre desde o acidente da Rico Linhas Aéreas, ocorrido em 2002, que deixou 23 mortos em Rio Branco. A aeronave envolvida no acidente mais recente caiu em uma área de difícil acesso, causando grande comoção, principalmente entre familiares das vítimas naturais de Eirunepé (AM).
Segundo o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), o processo de investigação é minucioso e depende da análise de diversos fatores. O Cenipa informou, por meio de relatório, que está em andamento a coleta de dados sobre os componentes e sistemas da aeronave, além do desempenho técnico e psicológico dos envolvidos na operação.
“A conclusão desta investigação terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes”, destacou o Cenipa.
Para fins de análise, também estão sendo examinadas questões de segurança operacional, manutenção e reparos da aeronave e condições gerais de voo no momento do acidente. Apesar da expectativa das famílias por respostas, o órgão reforça que não há prazo definido para a conclusão do relatório final.
“As investigações realizadas pelo Cenipa não buscam o estabelecimento de culpa ou responsabilização, tampouco se dispõem a comprovar qualquer causa provável de um acidente, mas sim identificar possíveis fatores contribuintes que auxiliem na prevenção de novas ocorrências”, complementa o documento, citando o Decreto nº 9.540/2018.
Enquanto a apuração segue, a dor e a saudade permanecem entre os familiares das vítimas, especialmente em Eirunepé, onde muitos ainda aguardam respostas sobre o que realmente causou a tragédia que interrompeu sonhos e deixou marcas profundas na comunidade.