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Caos social em Eirunepé: Crianças nas drogas, meninas drogadas e grávidas e o silêncio do poder público Municipal
A cidade vive uma verdadeira tragédia silenciosa. O que deveria comover, chocar e mobilizar autoridades, virou rotina ignorada. Em plena manhã desta terça-feira (15), uma enfermeira e servidora pública desabafou ao Eirunepé Notícias sobre o estado de abandono em que vivem dezenas de jovens, crianças e adolescentes nas ruas de Eirunepé. O mais recente caso envolve um menino conhecido por dormir sob a ponte do Giribá e no galpão dá prefeitura e antiga Cobal.
O menino, filho da dona Arlete, já foi flagrado anteriormente pela Polícia Militar em um furto na praça do GM, ação claramente ligada à sua dependência química. Segundo informações apuradas, ele se encontra internado no Hospital Vinícius Conrado, sem qualquer suporte social público que vá somente além de uma maca e um soro. Não há acompanhamento psicológico, nem projeto de reintegração. Apenas abandono.
E esse é só um entre dezenas de casos. A profissional de saúde, que atua diretamente no município, lamenta:
“Eu tenho vergonha. Como enfermeira e funcionária pública, é revoltante presenciar esse abandono das nossas crianças e adolescentes. Todo dia é isso, e só aumenta. Hoje mesmo atendi uma menina, raquítica, drogada, de 17 anos, já grávida. O que estamos fazendo? Onde está a gestão municipal?”
A realidade grita nas esquinas da cidade. A juventude está sendo engolida pelo tráfico, pela droga, pela miséria, e não há uma política pública efetiva de prevenção ou assistência. Onde estão os projetos sociais? Onde estão os programas de reinserção? Os cursos profissionalizantes? Os psicólogos? Os abrigos? Cadê a Secretaria Municipal de Assistência Social?
A cidade clama por respostas. Enquanto se discute contratos milionários de aluguel de carros, o povo morre aos poucos. A juventude eirunepeense está sendo perdida para o vício e a gestão pública segue de braços cruzados. Se há algum projeto, ele está trancado em gavetas de gabinetes frios, distante da realidade do povo da rua.
Estamos diante de uma crise social, de saúde pública, de dignidade humana. Mas ninguém parece se importar. É mais fácil fingir que não vê, ignorar os corpos miúdos caídos em calçadas, esconder a vergonha atrás de festas, palanques e selfies.
Este é um chamado. Um grito. Uma cobrança. O povo quer mais do que promessas: quer ação. O povo quer mais do que propaganda: quer política séria. O povo quer mais do que maquiagem: quer verdade.
Até quando as ruas de Eirunepé serão lar de abandono? Até quando nossos jovens vão definhar nas mãos da omissão?